Juiz nega pedido de Renan Santos para apagar post de “motoboy de Lula”

Pré-candidato à Presidência, Renan Santos, do MBL, pede remoção de postagem feita por líder dos motoboys sobre suposto caso de assédio

atualizado

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Imagem colorida traz uma foto feita em estúdio de Renan Santos, líder do MBL, dos ombros para cima. Renan é um homem branco, de cabelo castanho escuro e barba aparada escura. Ele veste uma camisa verde musgo e olha para a câmera sem sorrir. Seu braço direito está erguido e o dedo indicador da mão está apontando para a câmera - Metrópoles
1 de 1 Imagem colorida traz uma foto feita em estúdio de Renan Santos, líder do MBL, dos ombros para cima. Renan é um homem branco, de cabelo castanho escuro e barba aparada escura. Ele veste uma camisa verde musgo e olha para a câmera sem sorrir. Seu braço direito está erguido e o dedo indicador da mão está apontando para a câmera - Metrópoles - Foto: Reprodução/Instagram

A Justiça de São Paulo negou um pedido feito por Renan Santos (Missão), líder do MBL e pré-candidato à Presidência da República, para que plataformas como o X e o Instagram apagassem uma postagem feita pelo líder do movimento dos motoboys JR Freitas, pré-candidato a deputado pelo PSol e que, recentemente, ficou conhecido como o “motoboy de Lula”.

No post, Freitas publicou trecho de um boletim de ocorrência em que uma mulher relata ter sido vítima de assédio por Renan. O pré-candidato ao Palácio do Planalto nega as acusações e afirma ter sido absolvido no caso. Nos autos, Renan apresentou diversas certidões demonstrando que não possui antecedentes criminais.

O líder do MBL alega estar sendo vítima de uma campanha de difamação por parte de Freitas e que o motoboy omitiu de forma deliberada a informação de que ele foi absolvido no caso, além de ter divulgado documento que era sigiloso.

Na decisão, no entanto, o juiz Fabio Evangelista de Moura, da 45ª Vara Cível de São Paulo, afirmou que a retirada de manifestações em redes sociais é uma “medida excepcional” que só deve ocorrer em casos de clara violação de direitos, visando proteger a liberdade de expressão. Argumentou, ainda, que o fato de o psolista ter postado o boletim de ocorrência não significa que ele tenha imputado o crime ao líder do MBL.

O magistrado ainda ressaltou que, por se tratar de figura pública, Renan tem “esfera de proteção à intimidade e vida privada mais limitada”, o que “não lhe retira a proteção à honra e imagem em face de conteúdos evidentemente falsos”. A postagem segue no ar.

“Motoboy de Lula”

JR Freitas ganhou popularidade entre motoboys de São Paulo em meio à disputa travada entre a Prefeitura de São Paulo e os aplicativos de transporte em relação à liberação do serviço de mototáxi. Freitas liderou as mobilizações da categoria pela regulamentação da atividade.


Além disso, o motoboy foi um dos interlocutores do movimento do entregadores com o governo federal na elaboração de um projeto de regulamentação do trabalho por aplicativo, atuando em conjunto com Guilherme Boulos, ministro da Secretaria-Geral da Presidência.

Em maio, Freitas esteve presente em evento com Lula no qual o presidente lançou uma linha de crédito para motoristas de aplicativo. O motoboy é uma das apostas da chapa de candidatos a deputado estadual do PSol.

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