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São Paulo

Rejeitada pela mãe, filhote de canguru é adotada por bióloga em SP

O abandono foi identificado por causa do monitoramento 24h do complexo de conservação ambiental, o que garantiu a sobrevivência do filhote

17/06/2026 14:57, atualizado 17/06/2026 15:10
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Divulgação/Animalia Park
O abandono foi identificado por causa do monitoramento 24h do complexo de conservação ambiental, o que garantiu a sobrevivência do filhote

Eevee é uma filhote de canguru fêmea que foi abandonado pela mãe poucos dias após o nascimento, no complexo de conservação ambiental Animalia Park, na Grande São Paulo. Na natureza, essa rejeição poderia significar a morte do animal, que ainda não tem formação física e autonomia suficiente para sobreviver sozinho. No entanto, graças à rede de monitoramento 24 horas por dia do local, a equipe identificou a situação e resgatou o bichinho. Agora, Eevee ganhou uma mãe humana e vive com muito carinho.

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O resgate

Quando foi resgatada, Eevee ainda não tinha pelos suficientes para regular a temperatura corporal, então precisou passar por procedimentos veterinários antes de ser encaminhada ao departamento de aves e filhotes, coordenado pela bióloga Thais Gomes Amaral — que virou sua nova mãe.

Para que a pequena canguru se sinta acolhida e próxima ao ambiente natural, Eevee passa boa parte do dia dentro de uma bolsa especialmente preparada pela equipe. O espaço foi pensado para simular o ambiente que se encontraria junto à mãe natural (marsúpio). Ali, Eevee tira vários cochilos, se sente segura e acompanha todos os movimentos da sua cuidadora.


Para o bem estar da filhote, cada detalhe foi pensado com cautela e ajustado às necessidades da canguru. Alguns cuidados que Eevee recebe são:

  • Mamadeiras preparadas na temperatura exata
  • Alimentação durante a madrugada
  • Monitoramento constante do crescimento
  • Estímulo para funções fisiológicas
  • Banhos de sol
  • Acompanhamento clínico rigoroso passaram a fazer parte do dia a dia

A criação de um filhote rejeitado existe muita presença. Por isso, sempre que possível, o cuidado é centralizado em uma única pessoa, nesse caso, Thais Amaral.

Thais revela que as maiores dificuldades do crescimento da pequena são a transição alimentar — Eevee ainda prefere mamadeira a alimentos mais sólidos — e a dependência emocional da filhote para com ela: “Ela precisa estar 24 horas me visualizando, ela é muito dependente. Mas a ideia é que isso vá melhorando com o tempo”.

Apesar das duas quase não se desgrudarem, o objetivo é que Eevee, a partir do nono mês de vida, possa conviver com outros cangurus sem a presença da tutora. A filhote já está realizando algumas visitas controladas ao recinto onde vivem outros cangurus, buscando permitir o desenvolvimento da imunidade, reconhecimento do ambiente e, futuramente, a integração ao grupo.

Segundo a equipe, a pequena já está apresentando alguns sinais de independência: explora o ambiente por alguns minutos, vocaliza quando sente fome e apresenta uma curva de crescimento considerada excelente.

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