Recluso no Palácio, Tarcísio não deve ir a velório de ex-delegado

Tarcísio de Freitas não realizou agendas públicas desde a condenação de Jair Bolsonaro (PL) no STF, na 5ª feira

atualizado

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Reprodução / Redes sociais
Tarcísio de Freitas
1 de 1 Tarcísio de Freitas - Foto: Reprodução / Redes sociais

O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) deverá cumprir agendas internas nesta terça-feira (16/9) no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo de São Paulo, em meio aos desdobramentos do assassinato do ex-delegado-geral da Polícia Civil, Ruy Ferraz Fontes. 

De acordo com a assessoria de Tarcísio, não há previsão de o governador ir ao velório de Ruy Ferraz, que ocorre entre a manhã e a tarde desta terça-feira na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp).

Apesar da ausência no funeral, a assessoria informou que o governador se reunirá com o secretário da Segurança Pública, Guilherme Derrite (PP), e integrantes da força-tarefa que investiga o crime às 14h desta terça-feira.

O ex-delegado foi assassinado em um atentado a tiros de fuzil na noite dessa segunda-feira (15/9) em Praia Grande, no litoral sul paulista, onde atuava como secretário de Administração da prefeitura.

O governador se manifestou sobre o ocorrido apenas na manhã dessa terça, 13 horas após a morte ter sido divulgada pela imprensa. Em nota de pesar publicada nas redes sociais, Tarcísio disse que Ruy Ferraz “deixou um legado marcante na segurança pública e em investigações contra o PCC”.

Segundo o governador, a gestão está “trabalhando para identificar e prender os criminosos responsáveis, para que sejam exemplarmente punidos pela Justiça, com todo o rigor da lei”.


Ida a Brasília cancelada

  • A ideia inicial era de que o governador viajasse nesta terça para Brasília para visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na prisão domiciliar.
  • Seria o primeiro encontro entre os dois desde a condenação a 27 anos de prisão de Bolsonaro no STF, pelo crime de tentativa de golpe de Estado, na última quinta-feira (11/9).
  • Após Tarcísio solicitar a visita formalmente ao ministro Alexandre de Moraes, o magistrado autorizou o encontro apenas no dia 29 de setembro, frustrando a ida do governador à capital federal nesta terça.

Agendas internas e “reclusão”

Ao longo desta terça, o governador irá receber, no Palácio dos Bandeirantes, uma comitiva da Festa da Orquídea de Várzea Paulista, que ocorrerá neste fim de semana na cidade do interior paulista.

No período da tarde, Tarcísio participa de evento de assinatura de autorização para construção de moradias do programa Casa Paulista e, por fim, realiza reunião com o vice-governador Felício Ramuth (PSD) e outros auxiliares.

Desde a condenação de Bolsonaro, Tarcísio tem ficado “recluso” desde a condenação de Bolsonaro no STF. De lá para cá, não fez agendas públicas e não deu entrevista.

O governador, aliás, evitou declarações públicas desde que subiu o tom contra o Supremo no ato bolsonarista de 7 de setembro, na Avenida Paulista, quando chegou a chamar Alexandre de Moraes de “tirano”.

A única agenda nesse meio tempo foi o lançamento do programa Acordo Paulista, na sede da Fiesp, no dia seguinte à manifestação. No evento, Tarcísio fez uma fala protocolar e não entrou em temas políticos.

No dia em que a 1ª turma concluiu o julgamento, na última quinta, Tarcísio permaneceu no Palácio, onde despachou com o controlador geral do Estado, Wagner Rosário, indicado pelo governador para assumir uma cadeira no Tribunal de Contas do Estado (TCE).

Além disso, Tarcísio também se reuniu, em seu gabinete, com o deputado estadual, Barros Munhoz, e com o deputado federal Cezinha de Madureira.

Na sexta (12/5), o chefe do Executivo estadual fez reuniões com o secretário da Saúde, Eleuses Paiva, e com o secretário de Gestão e Governo Digital, Caio Paes de Andrade. Já no fim de semana, o governador permaneceu na residência oficial, sem agendas oficiais.

Nessa segunda-feira (15/9), realizou reunião com o chefe de gabinete, Coronel Porto, e passou o resto do dia em despachos internos.

Duas semanas atrás, Tarcísio viajou para Brasília para liderar as articulações em prol do projeto de anistia no Congresso Nacional. A data coincidiu com o início do julgamento do chamado “núcleo crucial” da trama golpista no STF, no qual Bolsonaro era réu junto com outros sete aliados.

Críticas da Polícia Civil

Ao longo do mandato, Tarcísio conviveu com críticas de setores da Polícia Civil. Nos bastidores, o desgaste se dá desde a nomeação de Guilherme Derrite (PP), egresso da Polícia Militar, como secretário da Segurança Pública.

Nesta terça-feira (16/9), o Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo (Sindpesp) publicou uma nota em que afirma que a execução de Ruy Ferraz “escancara a forma como o Governo do Estado de São Paulo ‘cuida’ de seus policiais”.

O Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo (Sindpesp) informou, em nota, que “recebeu com pesar, indiscutível perplexidade e indignação a notícia do bárbaro homicídio praticado contra o ex-delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo Ruy Ferraz Fontes, na noite desta segunda-feira (15/9), em Praia Grande-SP, município da Baixada Santista”.

“A ação que resultou na execução de Ruy Ferraz Fontes, o qual, há poucos anos, ocupou o cargo de comando máximo da Polícia Civil bandeirante, escancara a forma como o Governo do Estado de São Paulo cuida de seus policiais mais dedicados, ao mesmo tempo em que torna gritante a necessidade de a Polícia Civil ser melhor tratada, com efetiva valorização de seus profissionais, mais contratações e aumento nos investimentos em estrutura física e de materiais”, afirmou a entidade.

O sindicato ainda disse que a Polícia Civil é a responsável pela investigação das organizações criminosas. “Por consequência, se o governo do Estado permite que a instituição se enfraqueça, como São Paulo tem feito nas últimas décadas, o crime organizado, inevitavelmente, ganhará espaço.”

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