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Quem é o deputado que defende a separação do Brasil em duas partes

Paulo Bilynskyj tem 38 anos e é deputado federal pelo PL de São Paulo. Ele defendeu a criação de um “Brasil do Norte” e um “Brasil do Sul”

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Homem com cabelo raspado e longa barba preta, na altura do peito - Metrópoles
1 de 1 Homem com cabelo raspado e longa barba preta, na altura do peito - Metrópoles - Foto: Reprodução/Instagram

O deputado federal Paulo Bilynskyj (PL-SP), que defendeu, durante um podcast, a separação do país em dois, formando o “Brasil do Norte” e “Brasil do Sul”, tem 38 anos, e é delegado licenciado da Polícia Civil paulista.

Como revelado pelo Metrópoles, a instituição espera há três anos pela demissão do parlamentar, que é integrante da chamada bancada da bala na Câmara dos Deputados.

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Político acumula expedientes disciplinares na Polícia Civil
Quando estagiava como delegado, Paulo Bilynskyj já foi alvo de expediente disciplinar
O deputado Paulo Bilynskyj (PL-SP)
Pedido de demissão está em aberto
Policial foi eleito deputado federal pelo PL
Paulo Bilynskyj (PL-SP) e o ex-presidente Jair Bolsonaro
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Paulo Bilynskyj (PL-SP) e o ex-presidente Jair Bolsonaro

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Político acumula expedientes disciplinares na Polícia Civil
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Político acumula expedientes disciplinares na Polícia Civil

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Quando estagiava como delegado, Paulo Bilynskyj já foi alvo de expediente disciplinar
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Quando estagiava como delegado, Paulo Bilynskyj já foi alvo de expediente disciplinar

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Deputado é conhecido por comportamento truculento
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Deputado é conhecido por comportamento truculento

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Um documento sigiloso, obtido com exclusividade pelo Metrópoles, mostra que o policial civil responde a processos disciplinares desde o estágio probatório na Polícia Civil, iniciado em 2012. Naquela época, já havia recomendação para que não o aceitassem na corporação.

“[Ele] já causou diversos problemas e transtornos, inclusive, durante o estágio probatório”, diz trecho do pedido de demissão.

O documento aponta ainda que Bilynskyj respondeu a mais de 12 expedientes disciplinares, pelos quais foi punido com “reprimendas de advertência e suspensão”.

O último caso, envolvendo uma “manobra brusca na condução de viatura policial e posterior colisão em veículo particular”, resultou no pedido de “não confirmação na carreira”, feito pela Divisão de Informações Funcionais.  Atualmente, Bilynskyj responde a três processos disciplinares.

Separar o Brasil?

A declaração de Paulo Bilynskyj sobre a criação de “Brasil do Norte” e “Brasil do Sul” foi dada no podcast Redcast, transmitido na última quinta-feira (18/9), durante uma discussão sobre a falta de proporcionalidade do número de senadores e a população dos estados brasileiros.

“Vamos dividir o Brasil? A gente recorta Norte e Nordeste, passa a ser Brasil do Norte. E todos os estados do Centro-Oeste, Sudeste e Sul passam a ser Brasil do Sul”, propôs o deputado bolsonarista, para surpresa do entrevistador Junior Masters.

O apresentador do podcast reagiu dizendo que seria “separatismo”. O deputado, então, questionou qual seria o problema. “Sabia que, historicamente, quanto maior a extensão territorial, maior a tendência a ditadura? Quanto menor o país, mais democrático ele é”, argumentou o parlamentar (assista no vídeo abaixo).

Bilynskyj ainda afirmou que o país seria muito grande. “Eles [Norte] votam no Lula, nós [Sul] votamos no Bolsonaro, pronto, acabou”. A afirmação do deputado tem um erro factual, uma vez que Bolsonaro teve 51,03% dos votos no Norte, contra 48,97% de Lula na eleição presidencial de 2022.

Apologia ao estupro e racismo

O caso mais destacado no pedido de demissão de Bilynskyj pela Polícia Civil foi o compartilhamento em seu Instagram de uma propaganda divulgando uma escola de preparação para concursos, na qual ele dá aulas.

No conteúdo, homens negros conduzem uma mulher para um quarto, insinuando o abuso sexual da vítima. “O concurseiro estuda com material pouco profundo, sem clareza, não faz questões da banca; ou seja, sem retaguarda de conhecimento que aguente a profundidade com que a banca introduz os conteúdos e diversas posições doutrinárias! E aí…a situação fica preta!”, escreveu na postagem.

Após a publicação do conteúdo, o Ministério Público de São Paulo (MPSP) requisitou a instauração de um inquérito policial para investigar o caso como apologia ao estupro e racismo. A apuração resultou em processo contra o policial licenciado e dois representantes da escola de concursos, que fecharam um acordo de não persecução penal, já cumprido.

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