“Quebra-vidro”: polícia descobre casa com isolamento eletromagnético

Casa era usada por quadrilha para manusear aparelhos celulares roubados por quadrilha do “quebra-vridro”. Um suspeito foi preso

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

Divulgação/Governo do Estado de SP
Imagens coloridas mostram policiais civis com roupas pretas e dentificação do Garra à frente de uma viatura com logotipo da Polícia Civil na porta do motorista
1 de 1 Imagens coloridas mostram policiais civis com roupas pretas e dentificação do Garra à frente de uma viatura com logotipo da Polícia Civil na porta do motorista - Foto: Divulgação/Governo do Estado de SP

A Polícia Civil realizou uma operação, nesta quarta-feira (10/6), na qual prendeu um suspeito e identificou outros oito integrantes de um esquema de receptação de celulares roubados e furtados em São Paulo que utilizava um imóvel com isolamento eletromagnético e bloqueadores de sinal de telecomunicação. A estrutura pertencia a uma quadrilha especializada em roubos conhecidos como “quebra-vidro”.

A Operação Contrafeixe mobilizou 50 policiais civis e 22 viaturas para cumprir 19 mandados de busca e apreensão na capital paulista. Um suspeito foi preso e outras oito pessoas são investigadas por participação no esquema.

O nome da operação faz referência à chamada “Batalha dos Feixes”, episódio da Segunda Guerra Mundial em que os aliados passaram a interceptar e decifrar sistemas de comunicação utilizados pelos alemães. A analogia remete ao trabalho de inteligência realizado pela Polícia Civil para identificar os integrantes da organização criminosa e rastrear a cadeia de receptação dos aparelhos furtados.

A casa

De acordo com a investigação, a casa operava com equipamentos conhecidos como jammers, capazes de derrubar sinais de internet e de telefonia, inclusive interferindo na conexão de residências vizinhas. O objetivo era impedir rastreamento e comunicações externas durante o manuseio dos aparelhos.

“O ambiente funcionava como um centro de manipulação de celulares, onde os dispositivos eram organizados, classificados e preparados para revenda ou desbloqueio”, declarou o delegado Clemente Calvo, titular da Divisão de Investigações sobre Crimes contra o Patrimônio (Disccpat), do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic). Ainda conforme o delegado, os aparelhos desbloqueados tinham maior valor justamente por permitirem acesso a aplicativos financeiros, possibilitando transferências e outras operações em contas das vítimas.

Durante a operação dentro do imóvel, foram apreendidos 182 celulares e diversos objetos de valor, incluindo 42 alianças. Segundo a Polícia Civil, o valor estimado das apreensões pode chegar a R$ 500 mil.

Com a quadrilha age

De acordo com os investigadores, os criminosos abordavam veículos parados em congestionamentos e quebravam os vidros para roubar celulares. Além disso, também subtraíam aparelhos de motociclistas ou bicicletas.

Os celulares eram repassados a uma rede de receptadores, responsável pela triagem, revenda e exploração de dados armazenados nos dispositivos.

Parte dos aparelhos era revendida no mercado clandestino, enquanto a outra era utilizada para fraudes bancárias.

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações