Veja quando MC Ryan deve sair da prisão após decisão da Justiça
Além da soltura, a Justiça Federal determinou que MC Ryan SP cumpra medidas cautelares, como não deixar o Brasil sem autorização judicial
atualizado
Compartilhar notícia

Depois de quase um mês preso na Penitenciária II de Mirandópolis, no interior de São Paulo, MC Ryan SP já tem data para deixar a unidade prisional. Segundo apuração do Metrópoles, o funkeiro deve ser solto nesta quinta-feira (14/5), após ter a liberdade concedida pela Justiça Federal em decisão de habeas corpus. Ele é investigado por suposto envolvimento em um esquema bilionário de lavagem de dinheiro.
A decisão da Justiça Federal Foi assinada pela desembargadora Louise Filgueiras, do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3) e também beneficiou o empresário Henrique Alexandre Barros Viana, conhecido como “Rato”, produtor da Love Funk e investigado no mesmo âmbito da Operação Narco Fluxo, além de outros investigados.
Além da liberdade, a magistrada determinou uma série de medidas cautelares. Entre elas, a proibição de deixar o país sem autorização judicial e a entrega do passaporte às autoridades.
Na decisão da Justiça, a desembargadora estendeu ao funkeiro os efeitos de um habeas corpus já concedido na última segunda-feira (11/5) pela 5ª Turma do TRF-3 ao empresário Henrique Alexandre Barros Viana, conhecido como “Rato”, ligado à produtora Love Funk e investigado no mesmo processo.
Fintech de chineses
Segundo a investigação da Polícia Federal, o esquema de lavagem de dinheiro ligado ao funkeiro MC Ryan utilizava uma fintech administrada por imigrantes chineses para movimentar valores milionários vindo de bets ilegais, rifas clandestinas e outras atividades investigadas pela Operação Narco Fluxo.
De acordo com a PF, a empresa Golden Cat Processamento de Pagamento, criada em 2023 em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo, teria movimentado cerca de R$ 1,2 bilhão em apenas três meses, entre junho e agosto de 2024. A fintech concentrava operações ligadas principalmente a plataformas de apostas on-line e, segundo as investigações, não possuía autorização do Banco Central para funcionar.
Segundo os investigadores, a fintech teria sido usada para pulverizar e ocultar a origem dos valores movimentados pelo grupo, dificultando o rastreamento do dinheiro pelas autoridades. A PF apura se parte dos recursos circulava por contas ligadas a empresas de fachada e plataformas digitais usadas para apostas e rifas ilegais.
Operação Narco Fluxo
- Segundo a PF, mais de 200 policiais federais participaram da operação e buscaram cumprir 45 mandados de busca e apreensão e 39 de prisão temporária, expedidos pelo Juízo da 5ª Vara Federal de Santos. Seis pessoas seguem foragidas.
- De acordo com a PF, a ação ocorreu nas seguintes unidades da Federação: São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Espírito Santo, Maranhão, Santa Catarina, Paraná, Goiás e Distrito Federal.
- A PF acredita que o volume financeiro movimentado pelo grupo criminoso ultrapasse R$ 260 bilhões, de acordo com decisão do juiz federal Roberto Lemos dos Santos Filho. Além de armas, carrões e dinheiro em espécie, a corporação apreendeu documentos e equipamentos eletrônicos que ajudarão na investigação.
- Entre os presos na operação, estavam os funkeiros MC Ryan SP, MC Poze do Rodo e Raphael Sousa, dono da página Choquei.
- A Justiça determinou o bloqueio de até R$ 2,2 bilhões em bens de Ryan.
- O bloqueio foi imposto a 77 alvos da PF, entre empresas e pessoas físicas.
- De acordo com a decisão judicial, o valor estimado para o bloqueio foi calculado com base no lucro estimado com os crimes que teriam sido praticados: “Tráfico internacional de mais de três toneladas de cocaína, somado ao fluxo financeiro identificado nos relatórios de inteligência financeira encaminhados pelo Coaf”.
- Também foram determinadas medidas de constrição patrimonial, incluindo o sequestro de bens e a imposição de restrições societárias, com o objetivo de interromper as atividades ilícitas e preservar ativos para eventual ressarcimento.
- As investigações continuam, e os alvos podem responder pelos crimes de associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

















