PT pede que MPSP investigue última viagem de Tarcísio a Brasília

Deputado do PT acusa Tarcísio de Freitas de ter ido a Brasília para articular anistia de Jair Bolsonaro (PL) usando recurso do estado

atualizado

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Pablo Jacob/ Governo de São Paulo
Tarcísio de Freitas
1 de 1 Tarcísio de Freitas - Foto: Pablo Jacob/ Governo de São Paulo

O deputado estadual do PT, Paulo Fiorilo, pediu que o Ministério Público (MPSP) investigue a última ida de Tarcísio de Freitas à Brasília. O governador é acusado de improbidade administrativa por uso de recursos do estado de São Paulo para financiar uma viagem cujo objetivo seria articular a anistia dos condenados pelo 8 de janeiro.

Tarcísio viajou para Brasília na última terça-feira (2/9) pela manhã e retornou na quarta-feira (3/9) à noite, permanecendo na capital federal ao longo dos dois primeiros dias de julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Durante esse período, o único compromisso que constava na agenda oficial do governador era um encontro com o diretor-geral da Aneel, Sandoval Feitosa, às 15h do dia 2 de setembro. Extraoficialmente, contudo, Tarcísio participou de diversas reuniões.

Na quarta (3), por exemplo, ele esteve com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos), e o presidente do PP, o senador Ciro Nogueira, para discutir o projeto de anistia aos condenados por tentativa de golpe de Estado.

Na representação ao MP, Fiorilo escreveu que, nas últimas semanas, o governador “tem direcionado seus esforços não ao cumprimento das atribuições institucionais próprias do cargo, mas à articulação política em favor de um projeto de anistia” para beneficiar Jair Bolsonaro.

Além da ida a Brasília, o governador ofereceu um jantar a Silas Malafaia no Palácio dos Bandeirantes, que aconteceu logo após Tarcísio chegar em São Paulo e que teve como assuntos debatidos a anistia e as manifestações do 7 de Setembro.

Para o deputado, as ações configuram desvio de finalidade institucional do cargo e uso da máquina pública para interesses particulares e eleitorais, o que caracteriza improbidade administrativa. Ele pede que o MP faça uma auditoria dos custos da viagem e que o governador seja obrigado a devolver os valores usados de forma indevida.

O governador já é investigado pelo TCE por ter usado, em março deste ano, um avião da Polícia Militar de São Paulo para participar de uma manifestação pela anistia no Rio de Janeiro.

Quanto custou ida de Tarcísio a Brasília

O governo do estado de São Paulo ainda não divulgou os custos da viagem de dois dias de Tarcísio a Brasília. Além da representação feita por Paulo Fiorilo, o levantamento do valor foi solicitado pelo deputado estadual do PSol, Guilherme Cortez.

Em um requerimento de informação protocolado nessa quinta-feira (4/9), Cortez pede que a gestão estadual apresente documentação comprobatória sobre as reuniões feitas pelo governador na capital e forneça os meios de deslocamento utilizados e custo total da viagem.

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