Bando que roubou casa de promotor em SP planejou crime em grupo de zap
Líder do grupo, apelidado como “Despachante”, era responsável por planejar o ataque à residência do promotor e repassar orientações
atualizado
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Os suspeitos que mantiveram o promotor de Justiça Gustavo Roberto Chaim Pozzebon e sua família reféns, na última quarta-feira (7/1), em Monte Alegre do Sul, interior de São Paulo, se comunicavam por meio de um grupo de WhatsApp chamado “Agricultura”, segundo revelou um dos detidos, durante o interrogatório. Ele afirmou que o grupo reunia todos os integrantes da quadrilha e indicou que o suposto líder era conhecido pelo apelido de “Despachante”, coordenando a ação criminosa desde a organização até a execução.
Para a polícia, as mensagens trocadas no aplicativo podem ser fundamentais para comprovar a estrutura e o planejamento da associação criminosa, além de ajudar na identificação de outros envolvidos. O celular do suspeito, apreendido pelos guardas municipais, passou a ser uma das principais provas do inquérito, contendo detalhes sobre os veículos usados, os horários de deslocamento e a divisão de funções dentro da quadrilha.
Segundo o boletim de ocorrência, os assaltantes chegaram por volta das 4h à residência do promotor e mantiveram os moradores sob ameaça enquanto realizavam o roubo, levando dinheiro, veículos e pertences pessoais. A ação foi descrita como rápida e organizada, com todos os integrantes do grupo cientes de suas funções durante o crime.
Horas após o crime, a polícia prendeu Caio Roberto Domingues, suspeito de participar do roubo. A abordagem aconteceu na Rodovia Alkindar Monteiro Junqueira, em Itatiba, cidade vizinha, enquanto Caio dirigia um dos veículos usados pelos criminosos durante a ação (fotos acima).
Inicialmente, Caio alegou estar perdido e que seguia para Hortolândia, mas, ao ser informado que seria conduzido à delegacia, confessou parcialmente a participação no crime. Segundo o boletim de ocorrência, ele atuava como “batedor”, acompanhando à distância, enquanto outros quatro integrantes da quadrilha seguiam armados em um carro.
Durante o transporte para a delegacia, o suspeito tentou subornar os policiais, oferecendo qualquer valor para ser liberado e pedindo que o celular entregue na abordagem fosse sumariamente descartado. Caio foi preso em flagrante pelos crimes de associação criminosa armada, roubo circunstanciado com restrição de liberdade da vítima e corrupção ativa.








