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Mortes por PMs em serviço atingem maior patamar na gestão Tarcísio

O número de pessoas mortas por PMs em serviço cresceu 88% ao longo da gestão Tarcísio de Freitas (Republicanos), iniciada em 2023

atualizado

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Polícia Militar/Divulgação
Polícia Militar (PMs) no litoral de São Paulo - Metrópoles
1 de 1 Polícia Militar (PMs) no litoral de São Paulo - Metrópoles - Foto: Polícia Militar/Divulgação

O número de mortes causadas por policiais militares (PMs) em serviço no estado de São Paulo atingiu o maior patamar durante a gestão Tarcísio de Freitas (Republicanos) em 2025. O total aumentou de 357, em 2023, no primeiro ano do governo, para 672 no último ano – o que representa um crescimento de 88%.

Esse período coincide com o tempo em que o capitão da PM Guilherme Derrite (PP) esteveu à frente da Secretaria da Segurança Pública (SSP) paulista. Ele deixou o cargo em 1º de dezembro passado para retornar à posição de deputado federal.

O total também é o maior número de mortes causadas por PMs durante o expediente nos últimos cinco anos, o que inclui parte da gestão João Dória (sem partido), e foi adiantado pelo Metrópoles em dezembro passado.

No ano passado, o total de óbitos resultantes de intervenção policial superou o número de mortes de 2024, período marcado por operações letais e que marcou a volta do crescimento da letalidade policial em São Paulo, depois de um movimento de queda que teve início em 2021.

Em 2024, PMs em serviço mataram 653 pessoas – quase 83% a mais do que as 357 mortas em 2023. O total do ano passado é puxado pelas Operações Verão, que inflaram os óbitos ocorridos na Baixada Santista, no litoral.

Com relação ao número total de pessoas mortas por PMs, de folga ou em serviço, 2025 só não superou 2024 em quatro óbitos. No ano passado, 776 pessoas foram executadas por policiais militares, ante 780 no ano anterior.

PMs em serviço x PMs de folga

Em 2025, 104 mortes foram causadas por PMs de folga – o menor número da gestão Tarcísio. O total de óbitos provocados por policiais fora do expediente no ano anterior é de 127, ante 106 mortes em 2023.

Veja o gráfico:

Tarcísio reconheceu crise na Segurança

Em 2024, a explosão do número de mortes e casos emblemáticos de violência praticada por PMs fizeram o governador Tarcísio reconhecer a existência de uma crise na corporação. Ele chegou a falar em “redesenhar” a polícia. Nos bastidores, houve pressão para a substituição de Derrite.

Em 2025, apesar da letalidade se manter em um patamar elevado, a pressão sobre a política de segurança pública de Tarcísio diminuiu.

Ainda assim, a gestão teve que lidar com críticas relacionadas a vídeos em que PMs foram flagrados executando pessoas rendidas, como o morador de rua Jeferson de Souza, debaixo de uma ponte no centro de São Paulo, e o jovem Igor Oliveira, morto rendido em Paraisópolis.

Nesses casos, a SSP limitou-se a dizer que “não compactua com desvios de conduta” e que os policiais envolvidos seriam investigados internamente e afastados de suas funções.

O que diz a SSP

Em nota, a SSP diz que houve redução de aproximadamente 25% nos números de mortes decorrentes de confrontos com policiais em serviço, nos dois primeiros anos desta gestão, em comparação aos primeiros anos da gestão anterior.

A pasta destaca, ainda, que todas as ocorrências de mortes decorrentes de intervenção policial (MDIPs) são rigorosamente investigadas pelas Polícias Civil e Militar, com acompanhamento das respectivas corregedorias, do Ministério Público e do Poder Judiciário. Desde 2023, mais de 1,2 mil agentes foram presos, demitidos ou expulsos das corporações por desvios de conduta, evidenciando o fortalecimento dos mecanismos de controle, fiscalização e responsabilização.

Paralelamente, a pasta mantém ações permanentes voltadas ao aperfeiçoamento do trabalho policial e à redução da letalidade. Os protocolos operacionais passam por revisões contínuas e o Estado tem investido de forma consistente em tecnologia, capacitação profissional e na ampliação do uso de equipamentos de menor potencial ofensivo. Nesse contexto, mais de 3.500 armas não letais foram incorporadas ao arsenal das forças de segurança.

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