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São Paulo

Professora mandava autista bater cabeça na parede, diz mãe

Mãe denunciou caso de maus-tratos contra filho autista, de 8 anos, após colocar um gravador de voz na mochila do menino, em Santos

16/06/2026 18:43
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Reprodução/Google Maps
Imagem colorida da delegacia onde foi registado o caso da mãe que colocou um gravador de voz na mochila do filho e descobriu maus-tratos - Metrópoeles

A mãe que denunciou um caso de maus-tratos contra o filho de 8 anos, diagnosticado com Transtorno do Espectro Autista (TEA), relatou à polícia que a professora mandava a criança bater a cabeça contra a parede, em uma escola municipal de Santos, no litoral de São Paulo. A mulher colocou um gravador de voz na mochila do menino e registrou as falas da professora.

Segundo a mãe, a gravação revelou que a docente ironizava e imitava a maneira como o garoto se expressava, demonstrava impaciência com o menino e mandava ele dormir diversas vezes. A denunciante acredita que a profissional fazia isso para a criança “não atrapalhar as atividades do restante dos alunos”. O garoto é autista não verbal.

O caso ocorreu na Unidade Municipal de Ensino Prof. Waldery de Almeida, no bairro Santa Maria. Segundo a Secretaria Municipal de Educação (Seduc), a acusada não exerce a função de professora e foi desligada da escola após a denúncia. Ela havia sido contratada como Profissional de Apoio Escolar Inclusivo (PAEI), para atender estudantes da Educação Especial. 

De acordo com o boletim de ocorrência, a mãe relatou à polícia que colocou o gravador de voz na mochila do filho após perceber mudanças no comportamento do menino durante a preparação para ir à escola. Ela contou que o filho estava inquieto e assustado antes de ir para a aula. 

A Secretaria de Educação de Santos informou que tomou conhecimento da denúncia por meio dos responsáveis pela criança. A prefeitura adotou o protocolo de acolhimento imediato da família, a análise e o encaminhamento da denúncia aos setores competentes e o acompanhamento das providências e apurações decorrentes do caso.

“A Seduc repudia qualquer conduta que possa configurar desrespeito, constrangimento, maus-tratos ou violação dos direitos dos estudantes. Os fatos estão sendo apurados pelos órgãos competentes e todas as providências administrativas cabíveis foram adotadas”, reforçou a pasta.

Em nota, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que o caso foi registrado como maus-tratos pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Santos e encaminhado ao 5° Distrito Policial da cidade para investigação. A mãe foi orientada a apresentar documentos comprobatórios e eventuais testemunhas que possam auxiliar na apuração dos fatos.

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