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São Paulo

Gravador em mochila de aluno autista revela maus-tratos em escola

Uma Profissional de Apoio Escolar Inclusivo ironizava maneira como o garoto autista se expressava e demonstrava impaciência, segundo a mãe

16/06/2026 16:36
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Reprodução/Google Maps
Imagem colorida da fachada da escola onde menino autista foi vítima de maus-tratos - Metrópoles

Uma mãe denunciou uma professora por maus-tratos contra o filho de 8 anos, diagnosticado com Transtorno do Espectro Autista (TEA), em uma escola municipal de Santos, no litoral de São Paulo. A mulher colocou um gravador de voz na mochila do menino e registrou a profissional mandando a criança bater a cabeça na parede.

O caso ocorreu na Unidade Municipal de Ensino Prof. Waldery de Almeida, no bairro Santa Maria. Segundo a Secretaria Municipal de Educação (Seduc), a acusada não exerce a função de professora, sendo Profissional de Apoio Escolar Inclusivo (PAEI), contratada para atender estudantes da Educação Especial. Ela foi desligada da escola.

De acordo com o boletim de ocorrência, a mãe relatou à polícia que colocou o gravador de voz na mochila do filho após perceber mudanças no comportamento do menino durante a preparação para ir à escola. Ela contou que o filho estava inquieto e assustado antes de ir para a aula.

Segundo a mulher, o menino de 8 anos é autista não verbal. A gravação revelou que a profissional ironizava e imitava a maneira como o garoto se expressava, e demonstrava impaciência com a criança.

A auxiliar terapêutica também impedia que o menino comesse os alimentos enviados pela mãe e mandava ele dormir diversas vezes. A mãe acredita que ela fazia isso para o menino “não atrapalhar as atividades do restante dos alunos”.

A Secretaria de Educação de Santos informou que tomou conhecimento da denúncia por meio dos responsáveis pela criança. A prefeitura adotou o protocolo de acolhimento imediato da família, a análise e o encaminhamento da denúncia aos setores competentes e o acompanhamento das providências e apurações decorrentes do caso.

“A Seduc repudia qualquer conduta que possa configurar desrespeito, constrangimento, maus-tratos ou violação dos direitos dos estudantes. Os fatos estão sendo apurados pelos órgãos competentes e todas as providências administrativas cabíveis foram adotadas”, reforçou a pasta.

Em nota, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que o caso foi registrado como maus-tratos pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Santos e encaminhado ao 5° Distrito Policial da cidade para investigação. A mãe foi orientada a apresentar documentos comprobatórios e eventuais testemunhas que possam auxiliar na apuração dos fatos.

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