Polícia faz prisões e bloqueia R$ 33 milhões do CV no interior de SP. Vídeo

Polícia Civil e Ministério Público realizam megaoperação contra a facção Comando Vermelho. São cumpridos 19 mandados de prisão e 26 de busca

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Megaoperação contra Comando Vermelho em Rio Claro - Metrópoles
1 de 1 Megaoperação contra Comando Vermelho em Rio Claro - Metrópoles - Foto: Reprodução

A Polícia Civil e o Ministério Público (MPSP) realizam, na manhã desta quarta-feira (11/3), uma megaoperação contra a facção Comando Vermelho (CV) em Rio Claro, no interior de São Paulo. São cumpridos 19 mandados de prisão e 26 de busca e apreensão, além do bloqueio de 12 imóveis e R$ 33,6 milhões em contas bancárias.

A Operação Linea Rubra tem como foco uma organização criminosa estruturada, dedicada ao tráfico de drogas e armas, lavagem de dinheiro e prática de homicídios, com atuação predominante no município de Rio Claro e região.

Segundo os investigadores, a criminalidade violenta em Rio Claro intensificou-se por causa da disputa territorial entre o grupo liderado por Anderson Ricardo de Menezes, conhecido como “Magrelo”, e integrantes da facção Primeiro Comando da Capital (PCC).

Em maio de 2023, outra operação conjunta entre a Polícia Civil e o Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado de São Paulo (Gaeco) do MPSP desarticulou a estrutura criminosa liderada por Magrelo. Segundo os investigadores, o vácuo de poder deixado por essa operação foi ocupado por Leonardo Felipe Panono Scupin Calixto, conhecido como “Bode”.

As investigações indicam que Bode passou a integrar o Comando Vermelho, figurando como uma de suas lideranças no interior de São Paulo. Ele e seu principal comparsa, Luan Barbosa de Almeida Félix, estão foragidos. De acordo com as autoridades, há indícios de que eles estejam escondidos em comunidades do Rio de Janeiro, dominadas pelo CV.

“A movimentação financeira é expressiva, havendo registros de circulação superior a R$ 1,19 milhão em menos de um mês, valores provenientes do tráfico de drogas e da comercialização ilegal de armas de fogo”, dizem os investigadores.

Segundo a investigação, Bode coordena a produção, compra e distribuição de drogas em larga escala, controla a logística de transporte e administra as finanças milionárias da organização, além de autorizar execuções de rivais com o objetivo de expandir o domínio territorial. Ele é procurado por associação para o tráfico e homicídio.

Seu braço direito, Luan Barbosa, atua como gestor operacional e financeiro, fiscalizando a contabilidade clandestina e intermediando transações de elevado valor, conforme a investigação. Ele é procurado por tráfico internacional de drogas.

Até a publicação desta reportagem, haviam sido presas cinco pessoas — duas em Rio Claro, uma em Indaiatuba, uma em São Carlos e uma em Ribeirão Preto. Também foram apreendidos 26 veículos ligados ao grupo.

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