Preso pela PF no litoral é magnata albanês com pedido de extradição

Magnata Ervin Mata foi preso em Ilhabela, no litoral, após informações de inteligência apontarem que ele havia se deslocado para a cidade

atualizado

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Albanês Ervin Mata estava foragido após pedido de prisão expedido pelo STF
1 de 1 Albanês Ervin Mata estava foragido após pedido de prisão expedido pelo STF - Foto: Reprodução/Redes sociais

O albanês preso pela Polícia Federal em Ilhabela, no litoral paulista, na noite desse sábado (25/4) se trata do magnata Ervin Mata, que tinha em aberto um pedido de prisão feito pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A prisão foi realizada com a ajuda da Polícia Militar local.

De acordo com a PM, o suspeito, que era procurado internacionalmente por tráfico de drogas, foi preso no centro de Ilhabela, após informações de inteligência indicarem que ele havia se deslocado da Baixada Santista para o litoral norte.

Durante patrulhamento, Mata foi localizado dentro de um estabelecimento comercial, onde foi detido, sendo conduzido à Delegacia da Polícia Federal em São Sebastião. Na ação, foram apreendidos dois celulares e documentos do envolvido.

Pedido de prisão

A ordem de prisão foi dada por Moraes em setembro do ano passado, após a Albânia solicitar às autoridades brasileiras a detenção do estrangeiro. O empresário magnata Ervin Mata é acusado em seu país por tráfico de drogas, participação em organização criminosa e associação criminosa.

Segundo as investigações, ele teria coordenado o transporte de 240 kg de cocaína em Frankfurt, Alemanha, em setembro de 2020. Após isso, de acordo com as autoridades, ele deixou a Europa e encontrava-se foragido no Brasil.

Reportagens da imprensa albanesa também apontam que Mata estaria envolvido em uma rede de financiamento de homicídios e continuaria a faturar, mesmo distante, 81 milhões de leks (moeda albanesa) em contratos de hotelaria ligados a um hospital público na capital Tirana.

Segundo as denúncias, esses contratos, registrados em nome do pai, teriam sido usados para lavar dinheiro junto ao governo e repassados a Mata, mesmo à distância.

“Diante do exposto, considerando que a prisão cautelar é condição de procedibilidade para o processo de extradição e destina-se para assegurar a execução de eventual ordem extradicional, que se revela quando da efetiva entrega do extraditando ao Estado requerente, decreto a prisão cautelar de Ervin Mata, determinando a expedição de mandado de prisão, cujo cumprimento deverá ser comunicado imediatamente a esta Suprema Corte, ao Ministério da Justiça, à Interpol e à representação diplomática do Estado interessado”, escreveu Moraes na decisão.

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