Presa, Malévola fazia “dobradinha” com o filho em negócios do PCC

Investigação descreve parceria familiar na logística do tráfico na Baixada Santista, considerada área sensível para facção

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

Reprodução/TJSP
Reprodução de foto 3x4 de mulher loira, branca, com cabelos longos cobrindo-lhe os ombros - Metrópoles
1 de 1 Reprodução de foto 3x4 de mulher loira, branca, com cabelos longos cobrindo-lhe os ombros - Metrópoles - Foto: Reprodução/TJSP

Apontada por investigadores como responsável pela coordenação do tráfico de drogas na Baixada Santista — região considerada estratégica para o Primeiro Comando da Capital (PCC) —, Ligia Sanches Moro, conhecida como Malévola ou Loira, atuava ao lado do filho, Jorge Christian da Silva Sanches Moro, no abastecimento e na distribuição de entorpecentes ligados à facção.

Ela foi presa no último dia 12, no litoral de São Paulo, em desdobramento de investigações da Polícia Civil. Como consta em registros do Tribunal de Justiça de São Paulo, o filho de Malévola está preso desde 30 de julho de 2024 por tráfico de drogas, crime pelo qual ainda será julgado. Ele também responde a processo criminal por roubo de medicamentos.

Documentos policiais, obtidos pela reportagem, descrevem Malévola como figura de atuação “proeminente” entre integrantes do PCC, exercendo papel central no controle e na distribuição de drogas, também, em regiões da Baixada.

Presa, Malévola fazia “dobradinha” com o filho em negócios do PCC - destaque galeria
4 imagens
Apelidada de “Malévola”, ela atuava como elo central entre diferentes núcleos da quadrilha, organizando demandas e circulando informações
Presa, Malévola fazia “dobradinha” com o filho em negócios do PCC - imagem 3
Presa, Malévola fazia “dobradinha” com o filho em negócios do PCC - imagem 4
Presa, Malévola fazia “dobradinha” com o filho em negócios do PCC - imagem 1
1 de 4

Apelidada de “Malévola”, ela atuava como elo central entre diferentes núcleos da quadrilha, organizando demandas e circulando informações
2 de 4

Apelidada de “Malévola”, ela atuava como elo central entre diferentes núcleos da quadrilha, organizando demandas e circulando informações

Presa, Malévola fazia “dobradinha” com o filho em negócios do PCC - imagem 3
3 de 4

Divulgação / Policia Militar
Presa, Malévola fazia “dobradinha” com o filho em negócios do PCC - imagem 4
4 de 4

Reprodução/TJSP

Segundo as investigações, ela era responsável, com o filho, pelo recebimento, contabilidade e redistribuição das drogas aos pontos de venda vinculados à organização criminosa. A defesa de ambos não foi localizada. O espaço segue aberto para manifestações.

Sintonia Geral dos estados

A suspeita é investigada por exercer a chamada “sintonia geral dos estados”, função considerada estratégica dentro da organização. Segundo a Polícia Civil, ela era responsável por coordenar e articular diferentes núcleos do grupo, mantendo contato com integrantes que atuavam tanto em Itanhaém quanto em outros municípios do litoral paulista e até em regiões mais distantes.

Relatório policial indica que as apurações se iniciaram a partir da identificação de uma região da Baixada Santista conhecida como um dos principais pontos de venda de drogas. Indo a campo, policiais civis conseguiram reunir elementos que apontariam para a ligação direta de Malévola com integrantes do PCC, com atuação no abastecimento de células criminosas na região.

Ainda conforme o documento policial, as ações atribuídas à investigada contavam com apoio direto do filho, inclusive com utilização de veículo para abastecer os pontos de tráfico.

A polícia sustenta que ela teria sido deslocada da capital para assumir a função de abastecimento vinculada às estruturas locais da organização. Como revelado pelo Metrópoles, somente na região de Santos, de onde a facção despacha drogas para a Europa, o PCC fatura bilhões.

Antecedentes

Mãe e filho, como consta em suas folhas de antecedentes, contam com indiciamentos anteriores por tráfico de drogas. Em uma das ocorrências, elaborada pela 5ª Delegacia do Departamento de Narcóticos (Denarc), consta que Malévola foi presa em flagrante durante a operação denominada “Marrocos”, em 2016.

Na ocasião, segundo registros da Polícia Civil, foram localizados celulares, porções de maconha e crack, balança de precisão com resquícios de entorpecentes e R$ 400,50 em moedas.

A Polícia Civil solicitou a expedição de mandados de busca e apreensão no endereço ligado à mãe e filho, em Itanhaém, além de autorização judicial para acessar conteúdos armazenados em dispositivos eletrônicos.

O objetivo, segundo a investigação, é identificar outras células criminosas eventualmente conectadas ao esquema de tráfico que, de acordo com a polícia, integrava a engrenagem do PCC na Baixada Santista.

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações

metropoles.comSão Paulo

Você quer ficar por dentro das notícias de São Paulo e receber notificações em tempo real?