Motorista que matou cicloativista Marina Harkot em 2020 é preso em MG

Condenado a 12 anos de prisão pela morte de Marina Harkot, o motorista José Maria da Costa Junior foi preso na última terça-feira (21/4)

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1 de 1 Imagem colorida mostra a ativista Marina Kohler Harkot, morta em 2020 - Metrópoles - Foto: Reprodução/Redes sociais

O motorista José Maria da Costa Junior, que atropelou e matou a cicloativista e pesquisadora da Universidade de São Paulo (USP) Marina Kohler Harkot, foi preso na última terça-feira (21/4). A informação foi confirmada pelo advogado da família de Marina.

Ele foi levado para o município de Pouso Alegre (MG) e deve passar por audiência de custódia nesta quarta-feira (22/4). O caso aconteceu em setembro de 2020, quando Marina, de 28 anos, pedalava pela Avenida Paulo VI, no Sumaré, zona oeste de São Paulo, e foi atingida por um carro durante a noite. O motorista estava embriagado quando fugiu sem prestar socorro, e a jovem morreu no local.

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O empresário José Maria da Costa Júnior, acusado pela morte de Marina Kohler Harkot
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Em novembro de 2025, a Justiça de São Paulo determinou a condenação e a prisão imediata de José Maria da Costa Junior. Ele foi sentenciado a 12 anos de prisão em regime fechado, além de um ano em regime aberto, por crimes relacionados ao atropelamento. A decisão ainda cabe recurso.

Antes disso, em janeiro de 2025, o motorista já havia sido condenado em primeira instância por homicídio com dolo eventual, embriaguez ao volante e omissão de socorro. Na ocasião, ele recorria em liberdade.

Relembre o caso

José Maria dirigia embriagado quando atropelou a ciclista Marina Harkot, que pedalava na Avenida Paulo VI no bairro Sumaré, zona oeste de São Paulo. Ela foi atingida pelas costas e morreu no local. O motorista fugiu sem prestar socorro.

Horas depois, câmeras de segurança flagraram o condutor chegando a sua residência após o acidente, com claros sinais de embriaguez. Ele foi sentenciado por homicídio doloso e perdeu o direito de dirigir por cinco anos após cumprimento da pena.


 O que se sabe sobre o caso

    • Marina voltava para casa em sua bicicleta quando foi atropelada pelo motorista, que, além de estar embriagado, trafegava em alta velocidade e não prestou socorro.
    • Câmeras de segurança flagraram José Maria chegando em sua residência após o acidente visivelmente alterado pela bebida e gargalhando.
    • As imagens foram feitas na hora em que ele supostamente estava reunindo itens pessoais para fugir e destruindo provas do acontecimento.
    • No início das investigações, o empresário ficou foragido. Ele apareceu após advertência do delegado sobre expedição de mandado de prisão.
    • José Maria da Costa Júnior respondeu por homicídio doloso qualificado por ter causado perigo comum com sua conduta.
    • O julgamento do motorista havia sido marcado para junho de 2024, mas foi adiado após a defesa do réu apresentar um atestado médico de dengue.
    • A doença não foi comprovada e o Ministério Público de São Paulo requereu instauração de procedimento para investigar a médica responsável pelo atestado.
    • O motorista foi condenado a 12 anos de prisão em regime fechado pelo crime de homicídio e a mais um ano de detenção por omissão de socorro e condução de veículo automotor com capacidade psicomotora alterada.

Marina Harkot tinha 28 anos quando morreu atropelada. Ela era ativista feminista e de movimentos que defendem políticas públicas de mobilidade urbana, em especial de ciclismo.

Ela formou-se em sociologia pela Universidade de São Paulo (USP), cursava programa de doutorado e atuava como pesquisadora no Laboratório Espaço Público e Direito (LabCidade) da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da USP.

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