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São Paulo

Homem que matou cicloativista Marina Harkot está foragido há 8 dias

Homem que atropelou ciclista em 2020 teve prisão decretada no último dia 6/11. A defesa dele solicitou habeas corpus

14/11/2025 11:43, atualizado 14/11/2025 14:16
Reprodução
Colagem colorida da cicloativista Marina Harkot ao lado do motorista que a atropelou e matou - Metrópoles

Após o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) determinar a prisão imediata de José Maria da Costa Júnior, no dia 6 de novembro, por atropelar e matar a cicloativista Marina Harkot em novembro de 2020, na zona oeste da capital paulista, ele é considerado foragido da Justiça pelo crime desde então.

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Marina Kohler Harkot
Marina Kohler Harkot
O empresário José Maria da Costa Júnior, acusado pela morte de Marina Kohler Harkot
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O empresário José Maria da Costa Júnior, acusado pela morte de Marina Kohler Harkot
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O empresário José Maria da Costa Júnior, acusado pela morte de Marina Kohler Harkot

Reprodução/Câmeras de segurança

O mandado de prisão imediata foi expedido após a confirmação da sentença do motorista, condenado a 12 anos de prisão em regime fechado e a um ano em regime aberto. Em entrevista ao Metrópoles, o advogado de José Maria, Miguel Silva, informou que solicitou um pedido de habeas corpus contra a recente decisão.

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Em janeiro de 2025, o motorista já havia sido condenado em primeira instância pelo crime de homicídio doloso por dolo eventual, embriaguez ao volante e omissão de socorro. Ele estava recorrendo em liberdade.

Relembre o caso

José Maria dirigia embriagado quando atropelou a ciclista Marina Harkot, que pedalava na Avenida Paulo VI no bairro Sumaré, zona oeste de São Paulo. Ela foi atingida pelas costas e morreu no local. O motorista fugiu sem prestar socorro.

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Horas depois, câmeras de segurança flagraram o condutor chegando a sua residência após o acidente, com claros sinais de embriaguez. Ele foi sentenciado por homicídio doloso e perdeu o direito de dirigir por cinco anos após cumprimento da pena.


O que se sabe sobre o caso

  • Marina voltava para casa em sua bicicleta quando foi atropelada pelo motorista, em 7 de novembro de 2020, que, além de estar embriagado, trafegava em alta velocidade e não prestou socorro.
  • Câmeras de segurança flagraram José Maria chegando a sua residência após o acidente, visivelmente alterado pela bebida e gargalhando.
  • As imagens foram feitas na hora em que ele supostamente estava reunindo itens pessoais para fugir e destruindo provas do acontecimento.
  • No início das investigações, o empresário ficou foragido. Ele apareceu após advertência do delegado sobre expedição de mandado de prisão.
  • José Maria da Costa Júnior respondeu por homicídio doloso qualificado por ter causado perigo comum com sua conduta.
  • O julgamento do motorista havia sido marcado para junho de 2024, mas foi adiado após a defesa do réu apresentar um atestado médico de dengue.
  • A doença não foi comprovada e o Ministério Público de São Paulo requereu instauração de procedimento para investigar a médica responsável pelo atestado.
  • O motorista foi condenado a 12 anos de prisão em regime fechado pelo crime de homicídio e a mais um ano de detenção por omissão de socorro e condução de veículo automotor com capacidade psicomotora alterada.

Marina Harkot tinha 28 anos quando morreu atropelada. Ela era ativista feminista e de movimentos que defendem políticas públicas de mobilidade urbana, em especial de ciclismo.

Ela formou-se em sociologia pela Universidade de São Paulo (USP), cursava programa de doutorado e atuava como pesquisadora no Laboratório Espaço Público e Direito (LabCidade) da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da USP.