Por que ex-goleiro Doni pode ser alvo de mandado de prisão nos EUA
Doni e o sócio tiveram prisão autorizada pela Justiça dos EUA nesta 3ª caso descumpram ordens judiciais em processo por dívida milionária

O ex-goleiro Doni, que teve passagens pela Seleção Brasileira e por clubes da Europa, pode ser alvo de um mandado de prisão civil nos Estados Unidos nesta terça-feira (10/2) após ser citado como gestor de uma empresa acusada de descumprir ordens judiciais na Flórida, além de aplicar golpes financeiros e acumular dívidas.
De acordo com decisão do juiz Luis Calderon, do 9º Circuito Judicial do Condado de Orange, a D32 Wholesale LLC, empresa do ex-atleta e de seu sócio Werner Macedo, deixou de comparecer a audiências e de apresentar documentos e informações financeiras exigidas no processo, o que levou o magistrado a autorizar a prisão civil caso as determinações não sejam cumpridas.
Diante das reiteradas ausências e da falta de entrega dos documentos exigidos, o magistrado determinou que a empresa se manifeste em audiência marcada para esta terça-feira e autorizou a expedição do mandado de prisão civil.
A medida está vinculada a eventual reconhecimento de desacato à ordem judicial e prevê a condução do empresário à prisão do Condado de Orange até apresentação ao juiz.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles SPFontes ouvidas pelo Metrópoles afirmam que Doni foi visto recentemente na cidade de Ribeirão Preto, no interior de São Paulo. Ele e o sócio Werner Macedo foram procurados pela reportagem, mas não se manifestaram até o momento. O espaço segue aberto.

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Ver todasO ex-goleiro é acusado de golpe nos Estados Unidos. O brasileiro enfrenta processos ligados à atuação como empresário de construção civil em solo americano.
Doni e o sócio captavam recursos para construção de casas na Flórida. A promessa era que os investimentos com a dupla rendessem 15% ao ano. No entanto, os empreendimentos nunca saíram do papel.
Quem é Doni
- Doni iniciou a carreira no Botafogo de Ribeirão Preto, em 2001, participando da campanha que levou o Pantera ao vice-campeonato paulista daquele ano.
- Atuou por Corinthians, Santos, Cruzeiro, Roma e Liverpool.
- Em 2013, ele anunciou que retornaria ao Botafogo, mas encerrou a carreira antes de voltar ao clube que o revelou por conta de problemas cardíacos.
- Pela Seleção Brasileira, Doni foi titular na campanha vitoriosa da Copa América de 2007.
- Além disso, foi campeão da Copa do Brasil (2002) e do Paulistão (2003) pelo Corinthians e esteve no elenco do Santos que conquistou o título do Brasileirão em 2004.
Uma das empresas no nome de Werner e Doni, a WD Invest, anuncia diversos investimentos imobiliários de médio e alto padrão, de acordo com material revelado pelo jornal O Globo. Um desses empreendimentos é em Silver Springs Shores, próximo a Orlando, na Flórida, lançado em 2022. Um dos investidores seria Willian Arão, ex-jogador do Flamengo e atual atleta do Santos.
A expectativa era a de que Arão, que contribuiu com US$ 200 mil (R$ 1,04 milhão na cotação atual), recebesse 1,14% de participação, mais 15% do que foi investido em até 18 meses. O projeto, no entanto, foi abandonado, segundo relato da defesa do jogador nos Estados Unidos.
Além de Arão, outros jogadores e ex-atletas teriam feito o mesmo investimento: Diego Alves, Lucas Leiva, Felipe Gabriel, Fabio Simplício e Renato Abreu.
O que diz o ex-goleiro
Em nota enviada ao Metrópoles, Doni Marangon disse causar estranheza a divulgação de informações “imprecisas” associadas ao seu nome. O ex-goleiro nega que exista um pedido de prisão contra ele.
Segundo o ex-atleta, a incorporadora da qual é sócio há mais de oito anos, na Flórida, passa por um processo de reestruturação societária e administrativa. O movimento empresarial envolve a revisão e renegociação de contratos sob a nova gestão.
Nesse contexto, de acordo com Doni, “surgiram divergências comerciais pontuais com determinados clientes —situação comum em empreendimentos de grande porte , todas submetidas regularmente à apreciação do Poder Judiciário e tratadas de forma técnica e dentro da legalidade”.
“A atuação jurídica da empresa tem sido diligente e transparente, com total colaboração às autoridades competentes, visando à adequada condução dos processos e à continuidade da reestruturação em curso”, completa o texto.


















