Maioria repudia atos golpistas, mas não vê democracia fortalecida

Pesquisa exclusiva mostra ainda que poucos creem em participação da PM, governador afastado ou Forças Armadas no quebra-quebra de Brasília

atualizado

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Apoiadores do ex presidente jair bolsonaro patriotas invadem a rampa do palacio planalto e Congresso Nacional para protestar contra o resultado das urnas 1
1 de 1 Apoiadores do ex presidente jair bolsonaro patriotas invadem a rampa do palacio planalto e Congresso Nacional para protestar contra o resultado das urnas 1 - Foto: null

Oito em cada dez brasileiros (80%) repudiam os atos golpistas realizados em Brasília no domingo (8/1). Desse total, 71% dizem que reprovam totalmente as ações dos bolsonaristas radicais e 9% as criticam apenas em parte. Uma minoria de 6%, por outro lado, aprova sem restrições o quebra-quebra que teve como palco a capital federal.

É o que mostra uma pesquisa de opinião realizada pelo Instituto Travessia, com exclusividade para o Metrópoles. O levantamento foi feito entre os dias 12 e 13 de janeiro, por meio de mil entrevistas por telefone em todo o país (veja quadros abaixo).

Entre os entrevistados, 54% consideraram que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) saiu fortalecido do episódio. Para 39%, aliás, Lula foi quem mais ganhou robustez. Depois dele, vieram o Supremo Tribunal Federal (STF), com 21% das opiniões, e o Congresso Nacional, com 17%. Para 9%, contudo, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi o maior beneficiado com o caso.

Entre os maiores culpados pela invasão dos prédios dos Três Poderes são identificados, pela ordem, os bolsonaristas radicais, com 39%, o ex-presidente Jair Bolsonaro, 20%, e o Supremo Tribunal Federal (STF), 13%. Na sequência, mais num patamar bastante inferior, vêm a Polícia Militar (6%), o governador afastado do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (3%), e as Forças Armadas (1%).

“Entre os que criticam o STF, não resta dúvida que a grande maioria é formada por bolsonaristas radicais”, diz Renato Dorgan Filho, analista e sócio do Travessia. “Já poucos culpam a polícia, o governador afastado e as Forças Armadas. Com isso, as pessoas indicam que creem em um movimento pouco estruturado.” Das pessoas ouvidas na enquete, 85% afirmam ser contra uma intervenção militar no Brasil.

As pessoas que participaram da sondagem, contudo, se dividiram quando questionadas se a democracia foi fortalecida após os atos de 8 de janeiro. À essa questão, 49% responderam que sim, mas 44% disseram o contrário. Com isso, os dois grupos ficaram em empate técnico, pois a margem de erro da pesquisa é de três pontos percentuais tanto para cima como para baixo.

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