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Polícia

Polícia prende suposto líder de bando que aplicou 9 mil golpes online

Homem de 51 anos afirmou em depoimento que quadrilha fazia média de 60 vítimas por mês desde 2010 em todo o país

15/12/2022 19:12, atualizado 15/12/2022 19:16
Divulgação/Polícia Civil
Operação cyber crimes

São Paulo – A Polícia Civil prendeu no interior de São Paulo, nesta quinta-feira (15/12), um homem de 51 anos apontado como o líder de uma das mais antigas organizações criminosas especializada em crimes cibernéticos.

Identificado somente pelas iniciais J.R.S.C. o homem, natural de Santa Catarina, teria afirmado em depoimento ao Departamento de Polícia Judiciária do Interior de São Paulo (Deinter-8), da região de Presidente Prudente, que o bando realiza em média 60 golpes por mês.

Considerando que as ações da quadrilha começaram em 2010, estima-se que eles tenham aplicado mais de nove mil golpes em todo o Brasil.

As investigações da Polícia Civil do interior constataram que os criminosos se valiam de informações privilegiadas, sobre o perfil das vítimas, com as quais enviavam e-mails, mensagens de textos ou ainda faziam ligações, fingindo ser de empresas existentes no mercado virtual.

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Um dos métodos usados pela quadrilha é do chamado pagamento antecipado. A tática consiste em criar anúncios, com o uso combinado de “engenharia social” – ou seja induzir as vítimas a enviarem dados confidencias, ou ainda infectar computadores com vírus, pela abertura de links infectados – com os quais conseguiam realizar transferências bancárias, para contas laranjas, geralmente criadas em bancos digitais.

Após a polícia identificar a forma de ação e a identidade de alguns membros do bando, sete mandados de busca e apreensão foram expedidos pela Justiça.

Eles foram cumpridos, no decorrer dessa quinta-feira na capital paulista, Grande São Paulo, e ABC Paulista, com o intuito de localizar três integrantes do bando. Somente o líder deles, de 51 anos, acabou sendo preso.

Participaram da ação policiais do Deinter-8, do Departamento de Operações Policiais Estratégicas (Dope), da delegacia Seccional de Presidente Venceslau e da Delegacia Especializada em Investigações Criminais (Deic) de Ribeirão dos Índios.