Justiça decreta prisão de donos de clínica por tortura

Pedro Henrique Malaquias, de 28 anos, e Eduardo Henrique Alves, de 35 anos, estão foragidos desde o início da semana

atualizado

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Divulgação/Polícia Civil
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1 de 1 baixa_clinica-tortura_2 - Foto: Divulgação/Polícia Civil

São Paulo – A Justiça decretou a prisão de dois responsáveis por uma clínica clandestina de tratamento de dependência química, de Itapevi, região metropolitana de São Paulo. Pedro Henrique Malaquias, de 28 anos, e Eduardo Henrique Alves, de 35 anos, são investigados por tortura e maus-tratos. Ambos estão foragidos há três dias.

A Polícia Civil de Itapevi solicitou a prisão temporária da dupla, de 30 dias, ainda no domingo (5/1), quando 61 dependentes químicos foram libertados da instituição, localizada na zona rural da cidade da Grande São Paulo.

Nenhum advogado de defesa dos foragidos havia sido localizado até a publicação desta reportagem. O espaço segue à disposição.

O delegado Adair Marques, da Delegacia de Itapevi, afirmou ao Metrópoles, no dia do flagrante, que um familiar acionou a Polícia Militar, após constatar as condições degradantes em que os pacientes, com idades entre 18 e 70 anos, eram mantidos no local.

Investigadores, acompanhados de uma equipe da prefeitura, foram à clínica, que foi lacrada.

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Local mantinha condições insalubres
Alguns pacienter dormiam em cômodos parcialmente cobertos
Clínica mantinha pacientes em condições precárias na Grande SP
Internos tinham um minuto para usar banheiro, segundo a polícia
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Internos tinham um minuto para usar banheiro, segundo a polícia

Local mantinha condições insalubres
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Local mantinha condições insalubres

Alguns pacienter dormiam em cômodos parcialmente cobertos
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Alguns pacienter dormiam em cômodos parcialmente cobertos

Clínica mantinha pacientes em condições precárias na Grande SP
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Clínica mantinha pacientes em condições precárias na Grande SP

Divulgação/Polícia Civil

“Condição desumana”

“Os pacientes viviam no lugar em condição desumana. Não tinham alimentação adequada, higiene, o uso do banheiro era limitado a um minuto por pessoa, não tinha medicação, atendimento médico. Os internos também nos relataram terem sido submetidos a torturas físicas, além de serem dopados”, disse o delegado na ocasião.

Foi constatado pela polícia, ainda no domingo, que a clínica não conta com nenhuma documentação ou autorização para prestar atendimento a dependentes químicos.

A Polícia Civil de Itapevi instaurou um Inquérito Policial de maus-tratos e tortura contra os administradores do local.

“Os maus-tratos estão evidentes, com base nas condições da clínica com as quais nos deparamos. Já as torturas serão apuradas com base nos depoimentos que iremos colher dos pacientes”, afirmou o policial, ainda na ocasião do flagrante.

O delegado titular Dalmir de Magalhães, da Delegacia de Itapevi, assumiu as investigações do caso, desde o início da semana. Ele afirmou à reportagem, nessa quarta-feira (8/2), que equipes fazem varreduras pela cidade para localizar os dois foragidos.

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