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São Paulo

Polícia acha postos suspeitos de vender etanol “batizado” com metanol

O produto batizado era adquirido por falsificadores, que alegam não ter conhecimento sobre a adulteração com metanol. Família é investigada

Divulgação/Governo de SP
evento metanol canábico destilados

A Polícia Civil de São Paulo encontrou, na manhã desta sexta-feira (17/10), dois postos de combustível suspeitos de vender etanol adulterado com metanol, no ABC paulista. O produto batizado era adquirido por falsificadores de bebidas, que alegam não ter conhecimento sobre a adulteração do etanol.

Segundo a polícia, os endereços estão localizados em Santo André e em São Bernardo do Campo. Os estabelecimentos foram identificados após a investigação reconhecer transações financeiras de falsificadores com os postos de combustível.

Os postos passaram por fiscalização, em uma ação conjunta da Polícia Civil com a Agência Nacional do Petróleo (ANP), que trabalha para identificar a presença de metanol nas bombonas de combustível (etanol). A vistoria faz parte de uma operação contra um grupo suspeito de fabricar e vender bebidas alcoólicas batizadas.

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Na semana passada, a polícia descobriu uma fábrica clandestina de onde teriam saído as garrafas falsificadas em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo. Uma mulher, identificada como Vanessa Maria da Silva, foi presa suspeita de ser a responsável pela falsificação.

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Família Metanol

Além de Vanessa, o marido, o pai e o cunhado dela também são acusados de comprar etanol para falsificar bebidas — o marido dela inclusive é uma pessoa conhecida no ramo da falsificação. Segundo as autoridades, o grupo criminoso foi responsável pela contaminação de pelo menos três pessoas.

Duas delas são Ricardo Mira e Marcos Antônio Jorge Junior – os dois primeiros óbitos confirmados por contaminação de metanol no Brasil – e um outro rapaz que está cego e internado na UTI. A terceira vítima bebeu uma garrafa adulterada em um bar chamado Nova Europa.

Com a identificação dos postos e da família criminosa, a Polícia Civil concluiu a segunda fase da operação que investiga os casos de contaminação por metanol em São Paulo. O próximo passo da investigação é apurar se o grupo tinha conhecimento sobre a adulteração.

Polícia acha postos suspeitos de vender etanol “batizado” com metanol