Polícia investiga fraude em contrato de ONG de produtora de Dark Horse

Contrato de R$ 108 milhões para instalação de 5 mil pontos de Wi-Fi com entidade virou alvo da polícia após ordem do MPSP

atualizado

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1 de 1 Imagem colorida da avenida paulista; estado de sp tem 35 municipios com maior pib do país - Metrópoles - Foto: Divulgação/Governo de SP

A Polícia Civil de São Paulo abriu um inquérito para apurar suspeitas de fraude em um contrato firmado entre a Prefeitura de São Paulo e o Instituto Conhecer Brasil (ICB). O instituto é presidido por Karina Gama, que é sócia da produtora responsável pelo filme Dark Horse, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

O inquérito foi aberto em 31 maio 2ª Delegacia da Divisão de Crimes contra a Administração (DICCA). A apuração é sobre possíveis crimes de fraude em licitação, irregularidades na execução de contrato público e desvio de verbas — tudo girando em torno de um acordo de R$ 108 milhões com a Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia (SMIT) para instalar e manter cerca de 5 mil pontos de Wi-Fi em comunidades da capital.

O caso foi aberto após notícia de fato do Ministério Público, com base em reportagem no site Intercept. Entre os pontos sob suspeita está um eventual uso dos valores para financiar o filme de Bolsonaro, produzido pela produtora Go UP Entertainment.

As suspeitas começam pelo próprio processo seletivo, já que o ICB foi o único o único participante do certame de um edital que tinha ao menos 20 irregularidades, segundo o Tribunal de Contas do Município. Também levanta dúvidas o fato de a entidade ter sido criada para organizar feiras e eventos religiosos e não teria histórico na área de telecomunicações.

Um dos pontos suspeitos seria o preço: enquanto o ICB cobrou R$ 1.800 por ponto de acesso instalado, a empresa municipal Prodam executava serviço equivalente por R$ 230 — uma diferença de quase oito vezes, segundo a notícia de fato.

Os investigadores apuram eventual sobrepreço e R$ 26 milhões em pagamentos possivelmente realizados por serviços que não chegaram a ser prestados.

O inquérito foi instaurado após o Ministério Público Federal declinar da atribuição — por não identificar uso de verbas federais — e mandar o caso ao Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP), que então requisitou a abertura das investigações.

A reportagem não localizou a defesa do ICB.

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