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“Piores dias das nossas vidas”, diz irmã de vítima do helicóptero

Silvia Santos, irmã de Luciana Rodzewics e tia de Letícia Ayumi, afirma que encontrar os corpos das vítimas acabou sendo um alívio

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Felipe Resk/Metrópoles
Imagem colorida de Silvia Santos, a irmã de uma das vítimas do acidente com um helicóptero no Vale do Paraíba, em São Paulo - Metrópoles
1 de 1 Imagem colorida de Silvia Santos, a irmã de uma das vítimas do acidente com um helicóptero no Vale do Paraíba, em São Paulo - Metrópoles - Foto: Felipe Resk/Metrópoles

São Paulo – Os piores dias de suas vidas. É assim que os familiares das vítimas do acidente com o helicóptero que foi encontrado na manhã desta sexta-feira (12/1) em Paraibuna, na região do Vale do Paraíba, no interior de São Paulo, estão lidando com a perda.

Silvia Santos, irmã de Luciana Rodzewics e tia de Letícia Ayumi, afirmou, com exclusividade ao Metrópoles, que encontrar os corpos acabou sendo um alívio para os parentes das vítimas: “Foi melhor assim, do que a gente ficar naquela angústia, do que a gente ficar na dúvida, se estão vivas, se estão precisando de ajuda. Então nesse momento, é encarar o luto, saber que elas estão com Deus, estão bem, e agora só nos resta as saudades”.

Ela diz que agora o momento é de pedir forças para Deus para enfrentar o luto.

Silvia também fez elogios a Alexandre Frota, que levou o namorado de uma das quatro vítimas fatais da queda do helicóptero até o local onde os destroços da aeronave foram encontrados.

“Foi Deus, a gente não tinha nenhum contato com ele. Ele me procurou e Deus tá usando ele para fazer todo esse trabalho”.

O acidente

O helicóptero modelo Robinson 44 foi encontrado nesta sexta-feira (12/1) após 12 dias de buscas. O aparelho desapareceu na Serra do Mar, no dia 31 de dezembro. Quatro pessoas morreram no acidente: o piloto Cassiano Teodoro, 44 anos, e os três passageiros: Raphael Torres, 41; Luciana Rodzewics, 45; e Letícia Ayumi, 20.

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A aeronave partiu do Campo de Marte, na capital paulista, em direção a Ilhabela, no litoral norte, na véspera do Ano-Novo. O último registro no radar havia sido por volta de 15h20 do dia 31 de dezembro. Pouco antes de a aeronave desaparecer, Letícia enviou mensagens ao namorado avisando sobre as más condições climáticas. Ela gravou um vídeo em que o helicóptero aparece totalmente coberto por neblina, sem visibilidade.

A análise dos celulares havia sido feita pela equipe de aviação da Polícia Civil ao longo dessa quinta-feira (11/1). Segundo o delegado Paulo Sérgio Reis Mello, diretor do Departamento de Operações Policiais Estratégicas (Dope), apenas com tempo favorável, o que ocorreu na quinta, esse trabalho foi possível.

“Para fazer uma triangulação e encontrar o local dos celulares, é preciso três antenas [de telefonia móvel]. Lá, tinha só uma, e virada para outro lado”, disse o delegado.

Por isso, os policiais precisavam fazer voos na região para identificar as localizações prováveis dos celulares. Eles traçaram um cone, a partir da Rodovia dos Tamoios, na altura do km 54, que seguia por um raio de 12 quilômetros em cada um dos lados.

Esse direcionamento foi repassado para o Comando da Aviação da Polícia Militar (PM) na tarde de quinta-feira, e as equipes planejaram uma busca mais minuciosa a partir da manhã desta sexta-feira.

O cone traçado pela Polícia Civil foi dividido em cinco quadrantes. Em cada um deles, os helicópteros das polícias fariam voos específicos, com menor velocidade e altura. No segundo quadrante, por volta das 9h15, os PMs encontraram os corpos.

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