Piloto de avião acusado de liderar esquema de pedofilia vira réu
Sérgio Antônio Lopes foi preso, em fevereiro, no Aeroporto de Congonhas. Apuração indica que piloto chefiava esquema de exploração infantil
atualizado
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O piloto de avião Sérgio Antônio Lopes, de 60 anos, se tornou réu após o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) aceitar a denúncia do Ministério Público paulista por crimes como estupro de vulnerável e exploração sexual infantil. Lopes foi preso em fevereiro deste ano dentro de uma aeronave durante procedimentos de embarque no Aeroporto de Congonhas.
Em abril, a Polícia Civil concluiu o inquérito e indiciou o piloto por uma série de crimes. Entre eles, estupro de vulnerável, produção de material de pornografia infantojuvenil, posse, aquisição ou armazenamento de material de pornografia infantojuvenil, compartilhamento de matéria de pornografia infantojuvenil, aliciamento de criança, perseguição, coação no curso do processo, favorecimento à prostituição ou outra forma de exploração sexual de criança ou adolescente, divulgação de cena de pornografia, falsa identidade e organização criminosa.
O caso corre em segredo de Justiça. Com a acusação formal, o processo avança, e Lopes será citado para apresentar sua defesa.
Relembre a prisão do piloto
- Sergio Antônio Lopes foi preso no dia 9 de fevereiro durante os procedimentos de embarque do voo LA3900 São Paulo/Congonhas – Rio de Janeiros/Santos Dumont no Aeroporto de Congonhas.
- Ele trabalhava na Latam desde março de 1998 e foi demitido poucos dias após a prisão. Em vídeos que circularam nas redes sociais, o piloto admitiu envolvimento com menores, relatou como agia e expôs seu celular.
- De acordo com a delegada Luciana Peixoto, Sérgio se aproximava inicialmente das mães e avós das crianças com quem já mantinha uma relação amorosa, passando a se aproximar dos menores.
- O homem pagava em média de R$ 30 a R$ 100, remédios e até aluguel para cometer os abusos, oferecendo os pagamentos aos responsáveis, que “vendiam suas filhas” para ele.
- Ainda segundo a delegada, o detido pedia para que meninas perguntassem se tinham amigas interessadas, na faixa dos 11 aos 14 anos. Ele se referia a elas como “garotinhas” e deixava claro em todas as ocasiões que gostava “das mais novinhas”.
- Uma mulher de 55 anos também foi presa por suspeita de ter “vendido” as três netas, de 10, 12 e 14 anos, para serem submetidas aos abusos. Outra mulher também foi detida por suspeita de aliciar outras mulheres para integrarem a rede de exploração sexual e fornecia material pornográfico de crianças da própria família.













