Piloto preso por pedofilia vai responder por mais de 100 crimes
Polícia concluiu inquérito que investiga o piloto Sérgio Antônio Lopes, suspeito de liderar rede de exploração sexual de menores de idade
atualizado
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A Polícia Civil de São Paulo concluiu o inquérito que investiga o piloto Sérgio Antônio Lopes, de 60 anos, preso por suspeita de liderar uma rede de exploração sexual de crianças e adolescentes. O documento foi encaminhado ao Ministério Público de São Paulo (MPSP) com pedido de prisão preventiva contra o suspeito e demais envolvidos.
Sérgio foi indiciado pelos crimes de estupro de vulnerável, produção de material de pornografia infantojuvenil, posse, aquisição ou armazenamento de material de pornografia infantojuvenil, compartilhamento de matéria de pornografia infantojuvenil, aliciamento de criança, perseguição, coação no curso do processo, favorecimento a prostituicao ou outra forma de exploração sexual de criança ou adolescente, divulgação de cena de pornografia, falsa identidade e organização criminosa.
Conforme apurado pelo Metrópoles, o indiciamento do piloto foi individualizado por vítima. Levantamento feito pela reportagem aponta que Sérgio vai responder por mais de 100 crimes.
Prisão de piloto
- Sergio Antônio Lopes foi preso no dia 9 de fevereiro durante os procedimentos de embarque do voo LA3900 São Paulo/Congonhas – Rio de Janeiros/Santos Dumont no Aeroporto de Congonhas.
- Ele trabalhava na Latam desde março de 1998 e foi demitido poucos dias após a prisão. Em vídeos que circularam nas redes sociais, o piloto admitiu envolvimento com menores, relatou como agia e expôs seu celular.
- De acordo com a delegada Luciana Peixoto, Sérgio se aproximava inicialmente das mães e avós das crianças com quem já mantinha uma relação amorosa, passando a se aproximar dos menores.
- O homem pagava em média de R$ 30 a R$ 100, remédios e até aluguel para cometer os abusos, oferecendo os pagamentos aos responsáveis, que “vendiam suas filhas” para ele.
- Ainda segundo a delegada, o detido pedia para que meninas perguntassem se tinham amigas interessadas, na faixa dos 11 aos 14 anos. Ele se referia a elas como “garotinhas” e deixava claro em todas as ocasiões que gostava “das mais novinhas”.
- Uma mulher de 55 anos também foi presa por suspeita de ter “vendido” as três netas, de 10, 12 e 14 anos, para serem submetidas aos abusos. Outra mulher também foi detida por suspeita de aliciar outras mulheres para integrarem a rede de exploração sexual e fornecia material pornográfico de crianças da própria família.














