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São Paulo

Pedreiro foi "jurado" pelo PCC após fake news plantada por ex-mulher

Segundo a polícia, mulher queria ficar com a casa do ex-marido em Jarinu, por isso o entregou à facção. Homem escapou após fugir de ônibus

25/09/2024 12:54, atualizado 25/09/2024 14:55
Reprodução
A motorista de aplicativo Bianca Larissa dos Santos Ferreira, de 28 anos, foi presa em Jundiaí - Metrópoles

São Paulo — Investigações da Polícia Civil indicam que a motorista de aplicativo Bianca Larissa dos Santos Ferreira, de 28 anos (foto em destaque), foi a responsável direta pelo “julgamento” de seu ex-marido, um pedreiro de 44 anos, em um Tribunal do Crime do Primeiro Comando da Capital (PCC), realizado este mês em Jundiaí, no interior de São Paulo. Condenado, ele só escapou da morte após fugir de ônibus e pedir ajuda em uma delegacia.

Segundo a polícia, Bianca queria ficar com a casa do pedreiro em Jarinu, cidade vizinha a Jundiaí, e inventou uma fake news para se livrar dele. Ela disse a integrantes do PCC que o ex-marido, com quem tem dois filhos, estaria vendendo drogas em áreas controladas pela facção. A reação foi imediata e um “tabuleiro” foi marcado para decidir o destino do ex-marido de Bianca.

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A motorista de aplicativo Bianca Larissa dos Santos Ferreira, ex da vítima, também foi presa
Luís Fernando Silva de Souza, o Nando, apontado como disciplina do PCC
Pedreiro foi “jurado” pelo PCC após fake news plantada por ex-mulher - imagem 4
A motorista de aplicativo Bianca Larissa dos Santos Ferreira, de 28 anos, foi presa em Jundiaí
Tatuagem de cruz no peito significa pessoa perigosa, na simbologia das cadeias
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Tatuagem de cruz no peito significa pessoa perigosa, na simbologia das cadeias

Divulgação/Polícia Civil
A motorista de aplicativo Bianca Larissa dos Santos Ferreira, ex da vítima, também foi presa
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A motorista de aplicativo Bianca Larissa dos Santos Ferreira, ex da vítima, também foi presa

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Luís Fernando Silva de Souza, o Nando, apontado como disciplina do PCC
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Luís Fernando Silva de Souza, o Nando, apontado como disciplina do PCC

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A motorista de aplicativo Bianca Larissa dos Santos Ferreira, de 28 anos, foi presa em Jundiaí
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A motorista de aplicativo Bianca Larissa dos Santos Ferreira, de 28 anos, foi presa em Jundiaí

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A organização do Tribunal do Crime foi autorizada pela chefona do tráfico em Jarinu e Várzea Paulista, identificada somente como “Buia”, conforme registros policiais obtidos pelo Metrópoles.

Depois disso, Bianca conseguiu convencer o ex-marido a ir de Jarinu até o Morro São Camilo, em Jundiaí, onde seria realizado o “julgamento”, na última quinta-feira (19/9).

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Disciplina comandou julgamento

Enquanto a vítima era levada para o local, Luís Fernando Silva de Souza, o Nando, de 36 anos, recebeu a ordem de julgar o pedreiro. Ele atuava na região como disciplina do PCC há cerca de três meses.

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Os disciplinas são os responsáveis por garantir o cumprimento das regras impostas nas regiões dominadas pela facção e por punir eventuais “infratores” — por meio de espancamentos, quebra de membros, ou com a morte.

Só ao chegar ao local o pedreiro descobriu ser vítima de uma emboscada da ex-mulher. Mesmo negando que estivesse traficando drogas, ele foi condenado à morte pelo PCC.

Fuga de ônibus

Num ato de desespero, “sem pensar no que poderia acontecer”, como disse à polícia, o pedreiro se desvencilhou de seus carrascos e correu o mais rápido que pôde.  Ele atravessou correndo a região central de Jundiaí e conseguiu embarcar em um ônibus intermunicipal.

O veículo seguia para Jarinu. O pedreiro desceu do ônibus e caminhou até a delegacia da cidade, onde contou sua história e pediu socorro.

A polícia, então, foi à casa da vítima, perto de onde Bianca foi encontrada com drogas. Já Luís Fernando, o disciplina do PCC, foi localizado em um boteco. Os dois foram levados à delegacia, onde foram presos em flagrante por sequestro, cárcere privado e associação criminosa.

A defesa de ambos não foi localizada. O espaço segue aberto para manifestações.

O pedreiro, segundo o Metrópoles apurou, não voltou mais para casa, temendo que a “sentença” decorrente da mentira da ex-companheira ainda possa ser cumprida pela facção.