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São Paulo

Pastor vira réu por pedir oração devido Câmara ter diretor homossexual

Em nota, o pastor Moises de Jesus Lima, ex-secretário-adjunto de Governo de Nova Odessa (SP), nega fala e diz ser vítima de perseguição

24/08/2026 19:42
Reprodução / Redes sociais
Pastor Moises de Jesus Lima, ex-secretário-adjunto de Governo de Nova Odessa (SP)

A Justiça de São Paulo aceitou uma denúncia contra o pastor Moises de Jesus Lima, ex-secretário-adjunto de Governo de Nova Odessa, no interior paulista, depois de supostamente ter afirmado que o município precisaria de oração porque um “homossexual assumido” a passar a dirigir a Câmara Municipal. Ao Metrópoles, o pastor negou que tenha dado tal declaração e disse estar sendo vítima de “perseguição religiosa e política”.

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Ao aceitar a denúncia do Ministério Público de São Paulo (MPSP), a juíza Melina Alonso Scherma Locatelli, da 1ª Vara Judicial de Nova Odessa, justificou que “a materialidade delitiva está devidamente comprovada nos autos, há indícios de autoria contra o denunciado e a denúncia descreve os fatos criminosos com as suas circunstâncias”.

Os fatos datam de 17 de janeiro de 2025, quando o então secretário participava de uma reunião com autoridades e lideranças religiosas no gabinete do prefeito. De acordo com a Promotoria, Lima estaria se referindo a Lucas Camargo Donato, à época, recém-empossado no cargo de diretor geral da Câmara.

O caso levou à instauração de uma Comissão Especial de Inquérito (CEI). Mais tarde, o pastor foi exonerado do cargo de secretário-adjunto de Governo. A decisão foi publicada no Diário Oficial do município em 13 de maio de 2025.

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Em nota enviada à reportagem, Moises de Jesus Lima disse que desmentiu a acusação e que sempre manteve um bom relacionamento com Lucas Camargo Donato. Leia a nota completa na íntegra:

“Eu não falei isso, não há áudio ou vídeo, nada que prove essa inverdade. Isso é uma perseguição religiosa e política. Eles queriam o cargo que eu exercia de chefe de gabinete. Não falei isso e muito menos falei nome de quem é que seja na oração. Na oração, oramos por todas as secretárias existentes. Sempre tive um bom relacionamento com o Lucas, trabalhamos juntos, andamos juntos no mesmo carro, não é da minha índole ofender ninguém, sou um homem de família, de respeito e cuido de centenas de vidas na igreja. Amo a vida dele e ele sabe muito bem disso. Fico muito triste com toda essa situação que criaram. Mas confio no meu Deus e ele fará justiça”.