“Parece, mas não é”: polícia faz operação contra bebidas falsificadas
Policiais do 42°DP cumprem mandados de busca e apreensão na capital e no interior de SP, na quarta fase da operação “Parece, mas não é”
atualizado
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A Polícia Civil cumpre, na manhã desta quinta-feira (6/11), 16 mandados de busca e apreensão em cidades de São Paulo e no Paraná, na quarta fase da operação “Parece, mas não é”, voltada ao combate à falsificação de bebidas alcoólicas e conduzida pelo 42º DP (Parque São Lucas).
Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), os mandados são cumpridos em São Paulo, Americana, Marília, Taquaritinga, Sertãozinho e Matão. Uma ordem judicial também é cumprida em Londrina, no Paraná.
Nesta etapa, duas pessoas foram presas em flagrante na capital em depósitos clandestinos de garrafas de bebidas alcoólicas, nos bairros Ermelino Matarazzo e Vila Cruzeiro, e uma na cidade de Sertãozinho, no interior paulista.
No primeiro local, milhares de garrafas utilizadas para a falsificação de bebidas destiladas, entre gin, uísque e vodca, foram apreendidas. No outro endereço, os policiais recolheram mais garrafas, rótulos e embalagens diferentes do modelo original.
Em Sertãozinho, o proprietário de um bar também foi detido. As bebidas alcoólicas colocadas à venda estavam com coloração e cheiro diferente das diversas. Além disso, as garrafas lacradas apresentavam diferença de volume, segundo a SSP.
Rei do Uísque
Três pessoas foram presas nas fases anteriores da operação. Uma delas era Alerrandro Adriano de Andrade Araújo, conhecido como Rei do Uísque. Ele foi detido em Monte Alto, no interior de São Paulo, e é apontado como o líder de uma organização criminosa especializada em vender bebidas alcoólicas falsas, com o preço de originais, para adegas em todo o estado de São Paulo e Minas Gerais.
O esquema milionário começou a ser desvendado em janeiro, quando policiais do 42º DP prenderam em flagrante Anderson Alex da Silva em uma favela da zona leste paulistana. No imóvel ocupado pelo suspeito, a polícia apreendeu cerca de 5 mil garrafas — entre uísque, vodka e gim — que seriam distribuídas para adegas das zonas norte, sul e leste da capital paulista.
“Foram obtidos elementos concretos na presente investigação da existência de organização criminosa, estruturalmente ordenada, caracterizada pela divisão de tarefas entre os investigados, com o objetivo de lucrar com a venda de bebidas alcoólicas falsificadas”, afirmou o delegado Alexandre Bento, do 42° DP.
