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São Paulo

Veja papel de cada policial civil em extorsão a sequestrador

Policiais civis de SP são alvos de operação que apura crimes de extorsão. Em um dos casos, eles exigiram R$ 1 milhão de sequestrador

12/05/2026 09:57, atualizado 12/05/2026 13:16
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Reprodução/SSP
Imagem colorida mostra viatura da polícia civil de São Paulo, que investiga golpes. Policiais são investigados por extorsão Metrópoles

Os quatro policiais civis de São Paulo investigados por extorsão qualificada e associação criminosa assumiram diferentes papéis em esquema que exigiu R$ 1 milhão de um suspeito para que ele não fosse forjado por tráfico de drogas.

Os alvos da Operação Quina, deflagrada nesta terça-feira (12/5), são os investigadores João Ruper Rodrigues, Tiago Henrique Sousa Carvalho, Roberto Castelano e Diogo Prieto Júnior – da Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (Dise) de Carapicuíba e do 1º Distrito Policial de Taboão da Serra, ambos da região metropolitana de São Paulo.

Veja o papel de cada um:

  • João Ruper Rodrigues: principal interlocutor das cobranças e receptor do valor;
  • Tiago Henrique Sousa Carvalho: participou da abordagem inicial, das ameaças e da renegociação dos valores;
  • Roberto Castelano: chefiou a condução da vítima à Dise de Carapicuíba, onde ocorreu a extorsão;
  • Diogo Prieto Júnior: participou da ação inicial e do recebimento do dinheiro.

Policiais exigiram R$ 1 milhão para não forjar suspeito

Fábio Oliveira Silva, envolvido no sequestro da mãe do ex-jogador Robinho em 2004 e vítima da recente extorsão, procurou por conta própria a Corregedoria da Polícia Civil. Ele relatou que foi abordado no último 2 de abril por homens que se identificaram como policiais civis.

Os investigadores ingressaram em sua residência sem mandado judicial e o conduziram à sede da Dise. Na unidade, ele recebeu ameaças de ser forjado por tráfico de drogas caso não pagasse R$ 1 milhão.

O primo de Fábio, Eder Wilson de Jesus Silva, pagou R$ 303 mil após negociação. O dinheiro foi entregue em uma padaria de Barueri e contabilizado na Dise.

As ameaças, no entanto, persistiram por contatos telefônicos, mensagens e áudios enviados pelos investigados. Uma nova rodada de investigações chegou ao valor final de R$ 500 mil e o estabelecimento de prazos para pagamento.

Além de prestar depoimento, as vítimas reconheceram formalmente os policiais envolvidos na extorsão e apresentaram mensagens e áudios enviados pelos investigadores.

A investigação ainda utilizou  sistemas de monitoramento veicular (Detecta/Muralha Paulista) que indicaram a presença e deslocamento de veículos vinculados às vítimas e aos investigados em locais e horários compatíveis com os fatos narrados, especialmente na data do pagamento em Barueri. Os policiais teriam usado carros particulares.


Operação Quina

  • A Operação Quina, da Corregedoria Geral da Polícia Civil de São Paulo, investiga suspeitas de extorsão qualificada e associação criminosa armada envolvendo investigadores da corporação.
  • A ação ocorre com apoio do Ministério Público de São Paulo (MPSP), por meio do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco).
  • Os investigados são alvos de mandados de prisão temporária, busca e apreensão e medidas patrimoniais autorizadas pela Justiça, como o bloqueio de até R$ 2 milhões.
  • Durante a operação, agentes apreenderam aparelhos eletrônicos, documentos e outros materiais que serão analisados ao longo das investigações.

O Metrópoles não localizou a defesa dos acusados. O espaço está aberto para manifestação.

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