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“Não há país forte quando o crime organizado está governando”, diz Tarcísio

Em reunião com políticos de direita após operação no RJ, governador de SP defendeu projeto que equipara crime organizado a terrorismo

atualizado

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João Valerio / Governo de SP
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos)
1 de 1 O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) - Foto: João Valerio / Governo de SP

O  governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) voltou a defender um projeto de lei para classificar o crime organizado como terrorismo, nesta quinta-feira (30/10). Segundo ele, a medida é necessária para fortalecer o combate às facções no país.

“Não vai haver país forte quando o crime organizado está governando. E aí, mudanças na legislação são fundamentais […] para que a gente possa endurecer penas e aumentar o custo do crime”, afirmou. “O que o PCC fez em São Paulo, em 2006, é terrorismo”, acrescentou, em referência à onda de ataques promovida pela facção naquele ano.

Veja na íntegra:

As falas aconteceram durante participação de Tarcísio, por chamada de vídeo, em uma reunião de governadores de direita. O encontro foi organizado na esteira da megaoperação contra alvos do Comando Vermelho que matou 121 pessoas no Rio de Janeiro na terça-feira (28/10). A atuação das autoridades fluminenses foi elogiada pelo governador paulista, que lamentou a morte de policiais envolvidos e colocou os agentes de São Paulo à “completa disposição” do Rio.

O governador também aproveitou a reunião para exaltar ações da própria gestão. Ele citou exemplos do que definiu como avanços na segurança pública de São Paulo, como o enfrentamento da Cracolândia, do crime organizado no setor de transportes e combustíveis, e lavagem de dinheiros nas fintechs, lojas de brinquedos, entre outros.

Disputa política

Após as notícias sobre a operação no Rio, políticos de direita se mobilizaram para pedir o enquadramento das facções como terroristas. A medida vem sendo promovida por aliados ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

A mudança de enquadramento, contudo, vai em direção oposta ao que defende o governo Lula (PT), que entende que organizações como o PCC e o CV não podem ter essa classificação por não terem inclinação ideológica.

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, já se manifestou no passado contra o projeto. Segundo ele, a medida relativiza o entendimento sobre organizações terroristas:

“Grupos terroristas são aqueles que causam perturbação social, política grave e têm uma inclinação ideológica. Isso não acontece com as organizações criminosas, que são relativamente fáceis de se identificar porque praticam crimes que estão capitulados no Código Penal e na legislação extravagante. Grupos terroristas são organizações de outra natureza, e não temos nenhuma intenção de confundir os dois conceitos”, afirmou Lewandowski, em 23 de outubro.

A megaoperação que envolveu as polícias Civil e Militar do Rio de Janeiro ocorreu na terça-feira passada (28/10) e deixou ao menos 121 mortos nos complexos do Alemão e da Penha. Entre as vítimas, estão quatro policiais (dois civis e dois militares). Segundo informações das forças de segurança fluminense, 113 pessoas foram presas e 118 armas apreendidas na ação contra o núcleo da facção Comando Vermelho.

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