Padre com doença rara volta à UTI após piora de saúde: “Reze por mim”
Padre Márlon Múcio volta à UTI após queda de pressão arterial e complicações de doença rara que afeta funções neurológicas e musculares
atualizado
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O padre Márlon Múcio, de 52 anos, voltou a ser internado na úlitma terça-feira (24/3), a Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) de um hospital em São José dos Campos, no interior de São Paulo, após agravamento de seu quadro de saúde. O padre Márol Múcio é diagnosticado com a rara Deficiência do Transportador de Riboflavina (RTD), condição que afeta cerca de uma em cada 1 milhão de pessoas, e enfrenta complicações recorrentes que exigem acompanhamento intensivo.
Em publicação nas redes sociais, o padre relatou que precisou retornar à UTI para ajustar a pressão arterial, que estaria muito baixa, após ter recebido alta dias antes. Ele já havia passado por uma internação prolongada ao longo de março, quando enfrentou também um quadro grave de meningoencefalite e chegou a ficar em coma, descrevendo o período como um dos momentos mais críticos de sua luta pela vida.
Ontem tive que voltar para ajustar algumas “peças do motor”: minha pressão arterial está baixíssima. Bom, nada melhor do que ficar em “Banho-Maria”.
O que é a DTR, doença do padre Márlon
- DTR significa Deficiência do Transportador de Riboflavina e é uma doença de origem genética.
- Ela é causada pela alteração de um gene do DNA.
- Os pacientes com essa condição tem falta de riboflavina intracelular e não consegue manter todas as atividades metabólicas adequadas.
- De acordo com estimativas da Cure RTD Foundation, nos Estados Unidos, são 300 casos diagnosticados no mundo e nove no Brasil.
- Fraqueza muscular é um dos principais sintomas.
- Além disso, há uma marcha atáxica, ou seja, dificuldade de andar com perda do equilíbrio também é um fator comum.
- É possível notar uma movimentação involuntária dos olhos, conhecida como nistagmo, e uma movimentação da língua semelhante a um tremor, a chamada fasciculação.
Mesmo diante da nova internação, o padre manteve o tom de fé e pediu orações aos fiéis. “Por favor, reze por mim”, publicou, ao mencionar a rotina entre casa e hospital. Ele também destacou o acompanhamento constante da mãe e reforçou pedidos de oração por outros pacientes, pessoas com doenças raras e profissionais de saúde.

















