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São Paulo

Operação mira grupo que fabricava armas e tinha PCC como cliente.

Armas anunciadas pelo WhatsApp eram fabricadas no Paraná e revendidas no interior de São Paulo. Armamento era vendido a facções criminosas

06/08/2026 12:55
Reprodução.
Montagem colorida de anúncios feitos por grupo que comercializava armas pela internet.

A Polícia Civil desarticulou uma quadrilha suspeita de fabricar armas e usar as redes sociais para apresentar, negociar e vender fuzis e submetralhadoras a organizações criminosas, incluindo o Primeiro Comando da Capital (PCC), no interior de São Paulo. O esquema foi alvo de uma operação deflagrada nesta quinta-feira (6/8) por policiais de Palmital. No total, 10 pessoas foram presas em Palmital, Assis e no norte do Paraná. Veja como as armas eram anunciadas:

A polícia apurou que criminosos paulistas que já atuavam em um esquema de delivery de drogas expandiu as atividades e começou a revender armas, que eram produzidas por outro núcleo criminoso no Paraná. Os armamentos eram anunciados pelo aplicativo de mensagens WhatsApp. Imagens cedidas ao Metrópoles mostram um dos principais alvos da operação apresentando as armas em um story. Em outro, o suspeito informa que é possível negociar a arma com uma moto, por exemplo.

O delegado Marcelo Aparecido de Souza, responsável pelo caso, contou à reportagem que as armas eram produzidas pelo núcleo paranaense do grupo. Os armamentos chegavam a São Paulo via rodovias estaduais.

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A polícia não descarta que as armas fabricadas no Paraná eram vendidas a membros do PCC. “As armas começaram a ser vendidas em março deste ano. No mês seguinte ao início das atividades criminosas, apreendemos o celular de um dos alvos, assim efetivando a descoberta de toda a cadeia criminosa”, explicou o delegado.

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Delivery de drogas

Segundo a investigação, o núcleo paulista alvo da operação também gerenciava um delivery de drogas. Segundo a polícia, a expertise da atividade paralela permitiu que o grupo pudesse comercializar as armas sem levantar suspeitas.

“Esse esquema de venda de drogas tinha uma estrutura, com depósito, entregadores e pessoas laranjas para lavagem de dinheiro e ocultação de provas. Usavam números considerados ‘frios’ para inserir a mesma logística das drogas e vender os produtos”, disse o delegado.

A Polícia Civil investiga se o esquema de venda pode ter chegado a outros estados brasileiros.