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São Paulo

Trajeto até trabalho supera 1h para 37% dos paulistanos de baixa renda

Estudo da Rede Nossa SP revela que 37% dos paulistanos com renda inferior a meio salário mínimo demoram mais para se deslocar ao trabalho

06/08/2026 11:52
Reprodução/Redes Sociais
Trajeto até trabalho supera 1h para 37% dos paulistanos de baixa renda

Um estudo divulgado pela Rede Nossa São Paulo e o Instituto Cidades Sustentáveis nesta quinta-feira (6/8) mostrou que pouco mais de um terço dos moradores de baixa renda da capital paulista demoram mais de uma hora no deslocamento até o trabalho.

Os dados do Mapa da Desigualdade da Região Metropolitana de São Paulo mostram que 37% dos trabalhadores paulistanos que vivem com renda per capita inferior a meio salário mínimo demoram mais de 60 minutos no trajeto até o trabalho, ocupando a 34ª posição no ranking dos 39 municípios.

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A cidade de Francisco Morato possui o pior indicador, com 52% da população de baixa renda que demora mais de uma hora no deslocamento, seguida por Ferraz de Vasconcelos, com 42%, e Embu das Artes, com 39%. Na outra ponta, o município de Guararema tem apenas 4% da população de baixa renda nessa situação.

O trabalho inédito do mapa reúne 40 indicadores dos 39 municípios da Grande São Paulo, distribuidos em nove temas: pobreza, trabalho e renda, saúde, educação, cultura, segurança pública, meio ambiente, infraestrutura, transporte e mobilidade e habitação.

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São Caetano tem melhor qualidade de vida

Segundo o Mapa da Desigualdade da Região Metropolitana de SP, a cidade de São Caetano do Sul, no ABC Paulista, possui a melhor qualidade de vida dentre os municípios, com 29 pontos conquistados dentre os 39 possíveis. O município é seguido por Santana de Parnaíba, com 27,6 pontos; Ribeirão Pires, com 27,3; Vargem Grande Paulista, com 25,7; e Poá, com 25,6.

São Caetano do Sul, segundo o Mapa da Desigualdade, também possui a maior idade média ao morrer:  76 anos. Junto a Santo André, com 71 anos, as duas cidades são onde se vive mais em toda a região metropolitana e as únicas em que o indicador supera os 70 anos. A cidade também possui percentual zero de moradores em favelas.