Nunes manda abraço de Tarcísio e diz que Flávio vai ganhar de lavada
Prefeito Ricardo Nunes manda abraço do governador Tarcísio de Freitas a manifestantes na Paulista e diz que Flávio Bolsonaro ganha eleição
atualizado
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O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), afirmou que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) vai ganhar a eleição presidencial “de lavada”, bem como foi emissário de um abraço do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) em ato na Avenida Paulista, neste domingo (1/3).
O chefe do Palácio dos Bandeirantes não participou da agenda bolsonarista convocada pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e pelo pastor Silas Malafaia por estar em viagem à Alemanaha.
“O Flávio [Bolsonaro] está escalado, o time está sendo montado e agora a gente entra em jogo, para quê? Para ganhar de lavada e poder fazer uma grande vitória da verdadeira democracia, da liberdade e do avanço do Brasil e de combate à corrupção”, disse
Segundo ele, Tarcísio teria mandado um abraço aos manifestantes. “Eu fico muito feliz e honrado de ao lado do governador Tarcísio, que mandou um abraço para cada um de vocês, Tarcísio teve que ir pra Alemanha para poder fazer um trabalho importante do governo do estado, mas ele mandou um abraço. Vocês não tenham dúvida de que eu, Tarcísio, muita gente aqui de São Paulo, com cada um de vocês, a gente vai estar trabalhando dia e noite para resgatar o orgulho dessa bandeira, que está escrito: “Ordem e progresso”. E vai ser com ordem e com progresso que nós vamos colocar o nosso país para frente”, completou, em fala rápida.
Tratou-se do primeiro ato bolsonarista deste ano, com foco na redução das penas aos condenados pelo 8/1, na prisão domiciliar ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), nos ataques ao governo Lula e no impeachment dos ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF).
A manifestação “Acorda Brasil” também ocorreu em outras capitais brasileiras. Em São Paulo, além de Flávio, outros dois presidenciáveis, Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo), participam do encontro.
A agenda contou também com as presenças de Valdemar Costa Neto, presidente do PL; dos deputados federais Guilherme Derrite (PP-SP), Paulo Bilynskyj (PL-SP), Mário Frias (PL-SP), Rosana Valle (PL-SP), Bia Kicis (PL-DF), Marcos Pollon (PL-MS), Sóstenes Cavalcanti (PL-RJ) e dos deputados estaduais Lucas Bove (PL-SP), Coronel Telhada (PP-SP) e Valéria Bolsonaro (PL-SP), entre outros.
No páreo ao Senado
Derrite, que é pré-candidato ao Senado na chapa à reeleição de Tarcísio, comemorou a inclusão da proibição do voto por presos provisórios ao PL Antifacção, hoje à espera de sanção ou veto do presidente Lula.
“E este ano, em 2026, aquele que comemorou, que foi o mais votado nos presídios, não vai comemorar mais. Acabamos com direito ao voto dentro do presídio. Chega de bandido votar, porque a gente sabe que eles votam. Fiquem todos com Deus”, disse.
Também convidado a discursar, Mário Frias, cotado para a segunda vaga de candidato ao Senado por São Paulo, reforçou ser “radicalmente cristão”. “Muita gente diz que a gente é extremo, que a gente é radical. E a gente é radical, sim, a gente é radicalmente cristão. A gente é radicalmente temente a Deus. A gente é radicalmente patriota e radicalmente Bolsonaro”, afirmou no palanque.
Outra concorrente à mesma vaga, Rosana Valle, presidente do PL Mulher em São Paulo e nome defendido pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), fez elogios à madrinha política. “Eu quero registrar aqui e fazer uma referência especial à nossa primeira-dama, Michelle Bolsonaro, que tantas e tantas vezes esteve aqui na Paulista e o seu discurso, as suas lágrimas nos emocionaram. Michelle, o povo paulista, o povo brasileiro te ama”, disse.
Na sexta-feira (27/2), Valdemar afirmou ao Metrópoles que quem decidirá o nome do partido para a disputa do Senado em São Paulo será o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e o ex-deputado Eduardo Bolsonaro. Segundo ele, a tendência é que seja alguém “mais ideológico e bolsonarista”.
“O Eduardo quer participar disso também. Eu acho que nós sairíamos com uma vaga e provavelmente o Derrite com a outra. Essa é a minha opinião. Agora vai ter muita conversa pela frente. Acho que quem for o candidato do Bolsonaro ganha a eleição. Acho que ele vai pegar um camarada que tem a marca da direita. Mais ideológico, mais próximo dele, mais bolsonarista. Ele gosta disso”, disse Valdemar após evento em sua homenagem na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp).
O pastor Malafaia
Em um duro discurso, o pastor Silas Malafaia acusou o ministro Alexandre de Moraes de corrupção por causa do contrato de R$ 129 milhões do escritório de advocacia da mulher dele com o Banco Master.
“A mulher de Alexandre de Moraes tem um contrato de R$ 129 milhões com Banco Master para fazer o quê? Nada. Sabe o que significa isso? Corrupção deslavada. Compra do poder de Alexandre de Moraes”, disse Malafaia. “Ele [Moraes] foi comprado. Seu poder foi comprado”, completou.
Malafaia afirmou que Moraes até agora “não veio a público para dar satisfação dessa imoralidade” e disse que o STF está “desmoralizado” com o escândalo do Banco Master. “Alexandre de Moraes e Dias Toffoli tinham de estar afastados do STF. Não tem moral para julgar ninguém”.
Vários deputados estaduais e federais de São Paulo discursaram em cima do trio elétrico na Paulista para um público que segurava faixas e cartazes com os dizeres “Libertem Bolsonaro”, “Fora Moraes”, “Fora Lula” e “STF Organização Criminosa”.
Caiado e Zema
Caiado prometeu anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e aos outros condenados pelos atos golpistas de 2022.
“Quero saudar o Nikolas [Ferreira], esse jovem que teve a coragem também de levantar a bandeira do Acorda Brasil e caminhar pelo país todo, mostrando a cara e a sua competência. Flávio Bolsonaro, meu amigo senador da República pré-candidato, saiba que eu, ao meu lado também o governador de Minas Gerais [Romeu Zema (Novo)], nós estamos com o mesmo objetivo, aquele que chega lá, eu já disse: o primeiro ato será anistia plena, geral e irrestrita no 1º de janeiro de 2027”, declarou Caiado.
No discurso, o governador de Goiás também destacou o “poder de mobilização” de Bolsonaro, mesmo preso.”Esse homem que conseguiu levantar o Brasil, e dizer em alto e bom som: vamos caminhar pela liberdade e a democracia plena”, afirmou.
Outro pré-candidato, o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo) defendeu o fim da “farra dos intocáveis”, em referência ao ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). “Estão em Brasília e se consideram acima de todas as leis, não vamos nos vergar, não vemos permitir que esses absurdos que estão acontecendo continuem”, alegou.
Eduardo exilado
Por meio de uma chamada de vídeo, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro também se pronunciou, mas defendeu o pleito do irmão. “Não é sobre partido político, nem sobre eleição. A eleição é só a ferramenta, o caminho talvez mais rápido para gente levar justiça que vai ser traduzida em anistia, se Deus quiser, com a eleição de Flávio Bolsonaro presidente e uma bancada de senadores e deputados federais fortes e valentes”, disse.
Atualmente, Eduardo está nos Estados Unidos. O filho do ex-presidente é réu no STF por coação devido à atuação contra autoridades brasileiras.






























