"Neguinho": estudante denuncia professor por racismo em colégio de SP
Professor de história teria chamado o aluno de "neguinho" durante aula, na manhã dessa terça-feira (1°/9). O colégio ainda não se pronunciou

Um aluno de 14 anos denunciou um professor de história por racismo após o docente se referir a ele como “neguinho” durante aula no Colégio Objetivo, no Tatuapé, zona leste de São Paulo. O caso aconteceu na manhã dessa terça-feira (1°/8) e foi registrado pela família do adolescente na Polícia Civil.
Na ocasião, o professor escrevia na lousa quando percebeu que parte dos estudantes conversavam e não copiavam o conteúdo. O docente então passou a repreender a turma e elevou o tom de voz. Foi quando ele se colocou à frente do aluno e disse a seguinte frase:
“E aí, neguinho, você não tem caderno para escrever?”

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Ver todasO adolescente, que estuda na escola há oito anos, contou o ocorrido ao pai depois de deixar a instituição. Durante o intervalo, colegas do estudante também teriam demonstrado indignação e comentado o episódio pelos corredores da unidade.
Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP), o pai procurou a polícia e registrou a ocorrência no 30º Distrito Policial (Tatuapé). O caso foi registrado como crime de racismo.
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Em nota, o colégio Objetivo disse que abriu sindicância para apurar os fatos.
Segundo a escola, o professor afirmou que o aluno estava adormecido sobre a carteira e, “ao aproximar-se, para acordá-lo, ele o teria chamado de “amiguinho”, hábito comum em sala de aulas”.
De acordo com as apurações iniciais feitas pelo colégio, os alunos não têm completa certeza do que ouviram, devido à semelhança sonora entre as palavras alegadas.
Na tarde do último dia 1º/9, os pais e o aluno foram atendidos pela Coordenadora da Unidade Tatuapé e pela Coordenadora do Ensino Fundamental 2. Também foram colocadas à disposição a equipe pedagógica e de psicologia.
A escola também ressalta que o professor é mestre em História Social e foi aprovado em mestrado com a tese “Tornar-se Pelé: a ascensão de um jovem jogador negro no futebol brasileiro”.
“O Objetivo mantém uma política de prevenção e enfrentamento ao assédio, discriminação e outras formas de violência no âmbito do grupo. Há uma comissão exclusivamente formada para orientar sobre boa convivência no trabalho, manter escuta atenta, acolher dores e averiguar criteriosamente possíveis fatos. É composta por professores, coordenadores, psicólogos e advogados. Há cartilha, vídeos, encontros constantes”, diz a nota.



