Operação de mídia: entenda papel da Choquei em esquema investigado pela PF

Raphael Sousa Oliveira, criador da página Choquei, foi preso nesta quarta-feira (15/4), suspeito de fazer parte de esquema de lavagem

atualizado

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Imagem colorida de Raphael Sousa Oliveira, dono da página Choquei e alvo da Operação Narco Fluxo - Metrópoles
1 de 1 Imagem colorida de Raphael Sousa Oliveira, dono da página Choquei e alvo da Operação Narco Fluxo - Metrópoles - Foto: Reprodução/ Instagram

Raphael Sousa Oliveira (foto de destaque), criador da página de fofoca Choquei, preso nesta quarta-feira (15/4) na Operação Narco Fluxo, que investiga um esquema bilionário de lavagem de dinheiro, atuava como operador de mídia de uma organização criminosa suspeita de lavar R$ 1,6 bilhão.

De acordo com a Polícia Federal (PF), Raphael recebeu altos valores diretamente de MC Ryan, Tiago de Oliveira e José Ricardo dos Santos Junior, também alvos da operação desta quarta. A função do influenciador consistiria em divulgar conteúdos favoráveis ao funkeiro e na promoção de plataformas de apostas e rifas, além de potencialmente atuar na contenção de crises de imagem relacionadas às investigações.

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Mais de 200 policiais federais participam da Operação NarcoFluxo
Um dos alvos da operação é o cantor de funk MC Ryan SP, que foi preso em Bertioga, litoral paulista
Na operação, a PF apreendeu carros e relógios de luxo, cartões, armas e outros itens de valor
São cumpridos 25 mandados de busca e apreensão e 39 de prisão temporária
A ação acontece simultaneamente nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Maranhão, Santa Catarina, Paraná, Goiás e Distrito Federal
Operação da Polícia Federal deflagrada na madrugada desta quinta (15/4) investiga grupo suspeito de lavagem de dinheiro
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Operação da Polícia Federal deflagrada na madrugada desta quinta (15/4) investiga grupo suspeito de lavagem de dinheiro

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Mais de 200 policiais federais participam da Operação NarcoFluxo
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Mais de 200 policiais federais participam da Operação NarcoFluxo

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Um dos alvos da operação é o cantor de funk MC Ryan SP, que foi preso em Bertioga, litoral paulista
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Um dos alvos da operação é o cantor de funk MC Ryan SP, que foi preso em Bertioga, litoral paulista

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Na operação, a PF apreendeu carros e relógios de luxo, cartões, armas e outros itens de valor
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Na operação, a PF apreendeu carros e relógios de luxo, cartões, armas e outros itens de valor

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São cumpridos 25 mandados de busca e apreensão e 39 de prisão temporária
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São cumpridos 25 mandados de busca e apreensão e 39 de prisão temporária

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A ação acontece simultaneamente nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Maranhão, Santa Catarina, Paraná, Goiás e Distrito Federal
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A ação acontece simultaneamente nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Maranhão, Santa Catarina, Paraná, Goiás e Distrito Federal

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Além dos itens de luxo, foram apreendidos documentos e equipamentos eletrônicos
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Além dos itens de luxo, foram apreendidos documentos e equipamentos eletrônicos

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Polícia Federal acredita que o grupo criminoso movimentou mais de R$ 1,6 bilhão
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Polícia Federal acredita que o grupo criminoso movimentou mais de R$ 1,6 bilhão

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Foram determinadas medidas de constrição patrimonial e o sequestro de bens
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Foram determinadas medidas de constrição patrimonial e o sequestro de bens

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Investigações indicam que a movimentação era feita no Brasil e no exterior
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Investigações indicam que a movimentação era feita no Brasil e no exterior

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A operação também mira outras figuras conhecidas, como o funkeiro Poze do Rodo e o influenciador Chrys Dias
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A operação também mira outras figuras conhecidas, como o funkeiro Poze do Rodo e o influenciador Chrys Dias

Divulgação/Polícia Federal

 

Na operação, foram presos os cantores MC Ryan SP e Poze do Rodo. O influenciador Chrys Dias também figura com um dos alvos da investigação.

Segundo a PF, o grupo utilizava um sistema estruturado para ocultar e dissimular valores, com uso de empresas, terceiros e até transações com criptoativos. As investigações indicam que havia movimentações no Brasil e no exterior, além de transporte de grandes quantias em dinheiro vivo.


Operação Narco Fluxo

  • Segundo a PF, mais de 200 policiais federais participam da operação e cumprem 45 mandados de busca e apreensão e 39 de prisão temporária, expedidos pelo Roberto Lemos dos Santos Filho, da 5ª Vara Federal de Santos.
  • De acordo com a PF, a ação acontece nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Espírito Santo, Maranhão, Santa Catarina, Paraná, Goiás e no Distrito Federal.
  • A PF acredita que o volume financeiro pelo grupo criminoso ultrapassa R$ 260 bilhões. Além de armas, carrões e dinheiro em espécie, a corporação apreendeu documentos e equipamentos eletrônicos que ajudarão na investigação.
  • Entre os presos na operação desta quarta estão os funkeiros MC Ryan SP, MC Poze do Rodo e Raphael Sousa, dono da página Choquei.
  • A Justiça determinou o bloqueio de até R$ 2,2 bilhões em bens de Ryan.
  • O bloqueio foi imposto a 77 alvos da PF, entre empresas e pessoas físicas.
  • De acordo com a decisão judicial, o valor estimado para o bloqueio foi calculado com base no lucro estimado com os crimes que teriam sido praticados: “tráfico internacional de mais de três toneladas de cocaína, somado ao fluxo financeiro identificado nos relatórios de inteligência financeira encaminhados pelo Coaf“.
  • Também foram determinadas medidas de constrição patrimonial, incluindo o sequestro de bens e a imposição de restrições societárias, com o objetivo de interromper as atividades ilícitas e preservar ativos para eventual ressarcimento.
  • As investigações continuam e os alvos podem responder pelos crimes de associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

As ordens judiciais foram expedidas pela 5ª Vara Federal de Santos, no litoral paulista, e são cumpridas em diversos estados, incluindo São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Espírito Santo, Maranhão, Santa Catarina, Paraná, Goiás e o Distrito Federal.

Também foram determinadas medidas para bloqueio de bens e restrições a empresas ligadas aos investigados, com o objetivo de interromper o fluxo financeiro e preservar valores.

O que diz Ryan

Em nota, a defesa do MC Ryan informou que ainda não teve acesso ao procedimento, que ocorre em sigilo, e que por isso não irá se manifestar sobre os fatos. Porém, ressaltou a integridade do cantor e de suas movimentações financeiras.

“Todos os valores que transitam por suas contas possuem origem devidamente comprovada, sendo submetidos a rigoroso controle e ao regular recolhimento de tributos, o que sempre foi observado de maneira contínua e responsável”, diz o texto.

Metrópoles entrou em contato com a página Choquei e aguarda retorno. O espaço segue aberto para manifestações.

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