Nahas promete revelações sobre morte de esposa: “Calado há 20 anos”
Empresário Sérgio Nahas foi condenado a 8 anos de prisão por matar a esposa, Fernanda Orfali, em 2002. Ele foi preso 23 anos após o crime
atualizado
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Condenado por matar a esposa, o empresário Sérgio Nahas prometeu “revelações” sobre o caso em uma carta divulgada nesta quinta-feira (29/1). Ele foi preso na Bahia no dia 17 de janeiro, mais de 23 anos depois da morte de Fernanda Orfali. O crime aconteceu em 2002 dentro de um apartamento no bairro de Higienópolis, na região central de São Paulo.
A carta foi escrita após a Justiça autorizar a transferência de Nahas para São Paulo na última segunda-feira (26/1).
“Minha transferência só ocorrerá por vingança. Não deixem eu ser transferido. também tenho direito a detração de pena e início do cumprimento em regime semiaberto. Mas, até agora, sigo aguardando por Justiça, já que em breve farei muitas revelações sobre este caso, pois estive calado por mais de 20 anos e por isso temo por minha vida”, afirmou o empresário no texto enviado ao Metrópoles pela advogada, Adriana Machado e Abreu.
Relembre o crime
- Sérgio Nahas matou a esposa, Fernanda Orfali, de 28 anos, com um tiro no peito.
- O homicídio ocorreu em setembro de 2002 no apartamento do casal, em um bairro nobre na região central de São Paulo.
- A arma do crime, sem registro, pertencia ao empresário.
- Segundo a investigação, Fernanda teria descoberto que o marido era usuário de cocaína e a traía com travestis.
- Com medo da partilha de bens em caso de ela pedir divórcio, Nahas teria decidido matá-la.
- Na época, o empresário contou que ouviu um disparo vindo do closet e que, ao chegar ao local, encontrou a mulher agonizando.
- Ele alegou que a mulher tinha depressão e cometeu suicídio, mas foi acusado de homicídio doloso, com intenção de matar.
Prisão de Sérgio Nahas
Nahas foi preso pela Polícia Militar da Bahia, após ser reconhecido pelo sistema de monitoramento de câmeras da Praia do Forte, no litoral baiano.
Com ele foram apreendidos 13 pinos de cocaína, três celulares e um veículo Audi. O caso foi registrado na Delegacia Territorial Local e ele foi encaminhado à Polinter.
Nahas tinha a prisão determinada pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP). A defesa já havia recorrido a todas as instâncias, após ser condenado pelo Tribunal do Júri, em 2018, mas teve uma solicitação negada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), encerrando o caso. Ele foi condenado a 8 anos e 2 meses de prisão em regime inicial fechado.






