Justiça autoriza transferência do empresário Sérgio Nahas para SP
Justiça acatou pedido da Polícia Civil de São Paulo para transferir o empresário Sérgio Nahas, condenado pela morte da esposa, há 23 anos
atualizado
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A Justiça autorizou, nessa segunda-feira (26/1), a transferência do empresário Sérgio Nahas para São Paulo, após pedido da Polícia Civil. O empresário foi preso em uma pousada na Praia do Forte, na Bahia, 23 anos depois de ter matado a esposa de 28 anos, Fernanda Orfali.
“Diante da condenação definitiva do requerido, por crime perpetrado no Estado de São Paulo, este Juízo não se opõe à remoção definitiva do preso”, escreveu na decisão o juiz Helio Nervaez.
Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), o Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP) dará continuidade aos trâmites legais.
Prisão de Sérgio Nahas
Nahas foi preso pela Polícia Militar da Bahia, após ser reconhecido pelo sistema de monitoramento de câmeras da Praia do Forte, no litoral baiano.
Com ele foram apreendidos 13 pinos de cocaína, três celulares e um veículo Audi. O caso foi registrado na Delegacia Territorial Local e ele foi encaminhado à Polinter.
Nahas tinha a prisão determinada pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP). A defesa já havia recorrido a todas as instâncias, após ser condenado pelo Tribunal do Júri, em 2018, mas teve uma solicitação negada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), encerrando o caso. Ele foi condenado a 8 anos e 2 meses de prisão em regime inicial fechado.
Relembre o crime
- Sérgio Nahas matou a esposa, Fernanda Orfali, de 28 anos, com um tiro no peito.
- O homicídio ocorreu em setembro de 2002 no apartamento do casal, em um bairro nobre na região central de São Paulo.
- A arma do crime, sem registro, pertencia ao empresário.
- De acordo com a investigação, Fernanda teria descoberto que o marido era usuário de cocaína e a traía com travestis. Por isso teria cometido o crime.
- Na época, o empresário contou que ouviu um disparo vindo do closet e que, ao chegar ao local, encontrou a mulher agonizando.
- Ele alegou que a mulher tinha depressão e cometeu suicídio, mas foi acusado de homicídio doloso, com intenção de matar.






