Polícia paulista pede transferência de Sérgio Nahas para São Paulo
A Polícia da Bahia prendeu Sérgio Nahas em uma pousada na Bahia, 23 anos depois dele ter matado a esposa com um tiro no peito
atualizado
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A Polícia de São Paulo pediu a transferência de Sérgio Nahas para a capital paulista nessa quinta-feira (22/1). O empresário foi preso em uma pousada na Bahia, 23 anos depois de ter matado a esposa de 28 anos, Fernanda Orfali.
O pedido foi confirmado pela Secretaria da Segurança Pública (SSP) nesta sexta-feira (23/1). Segundo a pasta, o Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP) aguarda decisão judicial para dar continuidade aos trâmites legais.
Prisão de Sérgio Nahas
Nahas foi preso pela Polícia Militar da Bahia, após ser reconhecido pelo sistema de monitoramento de câmeras da Praia do Forte, no litoral baiano.
Com ele foram apreendidos 13 pinos de cocaína, três celulares e um veículo Audi. O caso foi registrado na Delegacia Territorial Local e ele foi encaminhado à Polinter.
O empresário passou por uma audiência de custódia no dia 19 de janeiro.
Nahas tinha a prisão determinada pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP). A defesa já havia recorrido a todas as instâncias, após ser condenado pelo Tribunal do Júri, em 2018, mas teve um a solicitação negada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), encerrando o caso. Ele foi condenado a 8 anos e 2 meses de prisão em regime inicial fechado.
Relembre o crime
- Sérgio Nahas matou a esposa, Fernanda Orfali, de 28 anos, com um tiro no peito.
- O homicídio ocorreu em setembro de 2002 no apartamento do casal, em um bairro nobre na região central de São Paulo.
- A arma do crime, sem registro, pertencia ao empresário.
- De acordo com a investigação, Fernanda teria descoberto que o marido era usuário de cocaína e a traía com travestis. Por isso teria cometido o crime.
- Na época, o empresário contou que ouviu um disparo vindo do closet e que, ao chegar ao local, encontrou a mulher agonizando.
- Ele alegou que a mulher tinha depressão e cometeu suicídio, mas foi acusado de homicídio doloso, com intenção de matar.
Condenado a pena três vezes menor que a duração do processo
O Tribunal do Júri sobre o caso aconteceu apenas em 2018, 16 anos após o crime. Ele foi considerado culpado pela acusação de homicídio simples, sendo condenado a uma pena de sete anos de prisão em regime inicial semiaberto.
O Ministério Público de São Paulo (MPSP) recorreu, e a pena foi redimensionada para 8 anos e 2 meses de prisão em regime inicial fechado em segunda instância. A dosimetria foi mantida pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) e pelo STF.
A pena à qual Nahas foi condenado é quase três vezes menor do que o tempo decorrido do processo – período que ele respondeu em liberdade.






