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Mulher é suspeita de transportar arma usada em execução de ex-delegado

Mulher é apontada como suspeita de levar um dos fuzis usados na morte de Ruy Ferraz Fontes é ouvida, nesta quarta-feira (16/9), no DHPP

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Enzo Marcus/Metrópoles
Mulher cobre a cabeça com blusa na chegada à delegacia
1 de 1 Mulher cobre a cabeça com blusa na chegada à delegacia - Foto: Enzo Marcus/Metrópoles

Uma mulher que presta depoimento à Polícia Civil de São Paulo, nesta quarta-feira (17/9), é suspeita de transportar um dos fuzis usados na execução do ex-delegado Ruy Ferraz Fontes, ocorrido na noite de segunda-feira (15/9), em Praia Grande, litoral sul do estado, segundo uma fonte ouvida pelo Metrópoles.

Ela foi levada à sede do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e pode ter a prisão pedida pela polícia. A mulher também seria amiga de um dos suspeitos já identificados — e teria sido responsável por levar a arma da Baixada Santista até a cidade de SP.

Na chegada ao Palácio da Polícia, ela cobriu o rosto com a blusa que usava para evitar as câmeras. Cercada por agentes, ela não estava algemada e as autoridades evitaram falar se era familiar ou testemunha.

Veja:

Depoimentos e celular

Na manhã desta quarta, a mãe e o irmão de um dos suspeitos identificados pelas autoridades prestaram depoimentos na sede do DHPP. O delegado Rogério Thomaz afirmou que os testemunhos fazem parte do protocolo de investigação, não revelou o conteúdo dos depoimentos ou mesmo a identidade do suspeito.

Após a coleta de depoimentos, por volta das 13h10, o delegado do DHPP, Rogério Thomaz, saiu em diligência e afirmou que esperava voltar ao departamento com avanços e até uma possível prisão.

Antes disso, o delegado afirmou que os depoimentos fazem parte do protocolo da investigação.

Dois suspeitos foram identificados até o momento, mas os nomes não foram divulgados até esta publicação.

O celular do ex-delegado Ruy Ferraz Fontes está com a Polícia Civil e passa por perícia nesse momento.

A informação foi confirmada na tarde desta quarta-feira (17/9) pelo delegado do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) Rogério Thomaz, um dos responsáveis pela investigação do atentado, na sede do Palácio da Polícia Civil, no centro da capital.

A Justiça de São Paulo acatou o pedido da Polícia Civil de prisão temporária de dois suspeitos de envolvimento na execução do ex-delegado.

Terceiro carro usado no crime

O delegado ainda afirmou que pelo menos três carros foram usados pelos criminosos na execução. Um foi encontrado incendiado e outro foi identificado pelas autoridades. O modelo do veículo não foi revelado.

Ainda de acordo com Rogério Thomaz, o número de participantes no crime ainda é impreciso, mas deve se aproximar de seis.

O que se sabe sobre a execução

A polícia usa imagens de câmeras de segurança para entender a dinâmica do crime.

Um vídeo obtido pelo Metrópoles mostra o momento em que os criminosos dera início à emboscada. Eles estacionaram um carro em uma rua próxima da Prefeitura de Praia Grande, onde a vítima trabalhava como titular da Secretaria de Administração, às 18h02.

Após 14 minutos, o veículo de Ruy Fontes aparece na gravação, passa ao lado dos criminosos e é alvo de tiros. Ruy tenta fugir, mas é perseguido, bate o carro em um ônibus após cerca de 2,5 quilômetros e é executado.

Nenhuma linha de investigação descartada

Autoridades da SSP não descartam a participação de agentes públicos na execução de Ferraz. Além de ter sido inimigo número 1 do PCC quando atuava como delegado, Ruy Ferraz tinha inimizades dentro da polícia e trabalhava como secretário de Administração em Praia Grande, onde pode ter contrariado interesses locais. Oficialmente, nenhuma hipótese é descartada pela cúpula da SSP.

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Ruy Ferraz Fontes era delegado da Polícia Civil de São Paulo
Ruy Ferraz Fontes, ex-delegado da Polícia Civil de São Paulo
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Ruy Ferraz Fontes foi executado
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Ruy Ferraz Fontes foi executado

Polícia Civil de SP/Divulgação

Internamente na Polícia Civil, a ação tem sido comparada à execução do corretor de imóveis Vinícius Gritzbach, inimigo do PCC morto com 10 tiros de fuzil no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos. De acordo com as investigações, três PMs teriam sido contratados pela facção para executar o crime.

Entre as linhas de investigação sobre o mando do crime, a força-tarefa acredita em uma possível vingança do PCC. Ruy Ferraz foi o primeiro delegado a investigar a facção no estado, no começo dos anos 2000, e atuou na transferência algumas das principais lideranças para presídios federais de segurança máxima, como Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola.

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A execução do ex-delegado-geral da Polícia Civil Ruy Ferraz Fontes
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Quem era Ruy Ferraz

  • Ruy Ferraz Fontes atuou por mais mais de 40 anos Polícia Civil de São Paulo era especialista na facção criminosa PCC.
  • Ele iniciou a carreira como delegado de polícia titular da Delegacia de Polícia do Município de Taguaí, do Departamento de Polícia Judiciária de São Paulo Interior (Deinter) 7.
  • Durante a vida profissional, foi delegado de Polícia Assistente da Equipe da Divisão de Homicídios do Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP).
  • Também atuou como delegado de Polícia Titular da 1ª Delegacia de Polícia da Divisão de Investigações Sobre Entorpecentes do Departamento Estadual de Repressão ao Narcotráfico (Denarc).
  • Além disso, Ferraz foi delegado de Polícia Titular da 5ª Delegacia de Polícia de Investigações Sobre Furtos e Roubos a Bancos do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) e comandou outras delegacias e divisões na Capital.
  • O então secretário de Administração de Praia Grande também esteve à frente da Delegacia Geral de Polícia do Estado de São Paulo e foi Diretor do Departamento de Polícia Judiciária da Capital (DECAP).
  • Ele ainda foi professor Assistente de Criminologia e Direito Processual Penal da Universidade Anhanguera e atou como Professor de Investigação Policial pela Academia da Polícia Civil do Estado de São Paulo (Acadepol).
  • Ruy assumiu a Secretaria de Administração de Praia Grande em janeiro de 2023, permanecendo na gestão que se iniciou em 2025, até ser morto nessa segunda-feira.
  • O policial também foi o primeiro delegado a investigar a atuação do PCC no estado, enquanto chefiava a Delegacia de Roubo a Bancos do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), no início dos anos 2000.
  • Ele foi jurado de morte por Marco William Herbas Camacho, o Marcola, apontado como líder máximo do PCC, em 2019, após o criminoso ser transferido para o sistema penitenciário federal.

 

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