Homem é preso após ataque que deixou mulher com 80% do corpo queimado
Mulher teve cerca de 80% do corpo queimado após ser atacada com álcool dentro de casa. Marido ficou foragido por 2 dias antes de ser preso
atualizado
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Após dois dias foragido, um homem foi preso pela Guarda Civil Municipal (GCM) de Diadema, na região metropolitana de São Paulo, suspeito de atear fogo na companheira, que teve cerca de 80% do corpo queimado. O crime ocorreu na última quarta-feira (18/3), em uma residência localizada na Estrada de Baixo, no município.
De acordo com as informações apuradas pelo Metrópoles, a mulher foi atingida com álcool e fogo, sofrendo queimaduras em aproximadamente 80% do corpo. Ela foi socorrida e transferida para o Hospital Geral Vila Penteado, especializado em tratamento de queimaduras, na zona norte da capital paulista, onde permanece internada.
Ainda segundo o relato, a mulher não queria registrar boletim de ocorrência. O suspeito, que era marido da vítima, estava foragido desde o dia do crime e foi localizado e detido pela GCM nesta sexta-feira (20/3). Ele permanece sob custódia das autoridades.
Como pedir ajuda
- Ligue 180 para pedir ajuda ou orientação em casos de violência contra a mulher (gratuito e 24h).
- Procure uma Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) ou qualquer delegacia para registrar ocorrência.
- Busque apoio em serviços especializados, como a Casa da Mulher Brasileira e centros de referência.
- Em caso de emergência, acione a Polícia Militar pelo 190.
- Solicite medidas protetivas de urgência para garantir sua segurança.
- Denuncie a situação, mesmo que de forma anônima, para que o caso seja investigado.
- Peça orientação jurídica gratuita em defensorias públicas.
- Procure atendimento psicológico e social na rede de apoio à mulher.
O caso foi registrado como tentativa de feminicídio e está sob investigação do 4º Distrito Policial de Diadema. O estado de saúde da vítima é grave, e as circunstâncias do crime seguem sendo apuradas pelas autoridades.
O Metrópoles entoru em contato com a Secretaria de Segurança Pública (SSP) mas, até a publicação desta reportagem, não obteve retorno. O espaço segue aberto.
