PM morta sobre coronel: “Ou me mata ou mato ele para me proteger”

Depoimentos detalham conversas de Gisele Alves Santana com amigos sobre comportamento possessivo do tenente-coronel da PM Geraldo Neto

atualizado

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Arte gráica em que foto de casal está rasgada ao meio - Metrópoles
1 de 1 Arte gráica em que foto de casal está rasgada ao meio - Metrópoles - Foto: Arte/Metrópoles

A soldado da PM Gisele Alves Santana detalhou a colegas de trabalho o comportamento possessivo e abusivo do marido, o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto. Em uma das conversas, a policial teria dito que “iria para o tudo ou nada” no dia em que alguma coisa acontecesse. “Ou ele me mata, ou eu mato ele para me proteger.” A conversa foi mencionada nos depoimentos de testemunhas à polícia após a morte da soldado, em 18 de fevereiro.

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Oficial teria comportamento controlador e ciumnto segundo testemunhas
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Gisele foi socorrida e morreu no Hospital das Clínicas
No mesmo dia em que ela morreu, caso passou a ser investigado como morte suspeita
Coronel afirma desde o dia da morte da esposa que ela teria se matado
Soldado era casada com tenente-coronel, que estava no apartamento no momento do tiro
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Soldado era casada com tenente-coronel, que estava no apartamento no momento do tiro

Arquivo Pessoal
Oficial teria comportamento controlador e ciumnto segundo testemunhas
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Oficial teria comportamento controlador e ciumnto segundo testemunhas

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Gisele foi socorrida e morreu no Hospital das Clínicas
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Gisele foi socorrida e morreu no Hospital das Clínicas

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No mesmo dia em que ela morreu, caso passou a ser investigado como morte suspeita
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No mesmo dia em que ela morreu, caso passou a ser investigado como morte suspeita

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Coronel afirma desde o dia da morte da esposa que ela teria se matado
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Coronel afirma desde o dia da morte da esposa que ela teria se matado

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Soldado foi ferida com a arma do marido
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Soldado foi ferida com a arma do marido

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A soldado Gisele deixou uma filha de 7 anos, fruto de outro relacionamento
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A soldado Gisele deixou uma filha de 7 anos, fruto de outro relacionamento

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Gisele Alves Santana tinha 32 anos
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Gisele Alves Santana tinha 32 anos

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Soldado da Polícia Militar, Gisele Alves Santana foi encontrada morta
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Soldado da Polícia Militar, Gisele Alves Santana foi encontrada morta

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Caso foi tratado inicialmente como suicídio e, depois, alterado para morte suspeita
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Caso foi tratado inicialmente como suicídio e, depois, alterado para morte suspeita

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O oficial está preso desde quarta-feira (18/3), apontado como principal suspeito pela morte de Gisele. Ele sustenta que a mulher cometeu suicídio, uma versão contestada pela investigação da Polícia Civil.

Aos colegas, Gisele afirmou que “se sentia sufocada e controlada” pelo tenente-coronel, que “sempre foi muito ciumento”. Ela teria questionado se uma amiga acreditava que Geraldo Neto “teria coragem para matá-la”.

As testemunhas também relataram que o oficial se escalava no mesmo horário de trabalho da mulher para poder vigiá-la e a colocava como “auxiliar” em sua viatura. Quando somente a soldado era escalada, ele pagava para que ela não trabalhasse.

Gisele também teria afirmado que a filha, de 7 anos de idade, havia perdido peso e passado a ter episódios de enurese noturna – xixi na cama – após passar a conviver com o oficial.

Segundo os relatos, Gisele se maquiava no trabalho, pois não podia usar maquiagem nem perfume em casa. Neto também teria controle sobre as redes sociais e aplicativos de mensagem da vítima. Um dos colegas afirmou que Gisele bloqueou todos os policiais masculinos de suas redes sociais, mas não soube detalhar se por iniciativa da própria soldado para evitar brigas ou por ordem do tenente-coronel.

Os depoimentos também descrevem episódios como uma briga no quartel que acabou com Gisele enforcada e pressionada contra a parede, além de situações em que o tenente-coronel aparecia no local de surpresa. Em uma das ocasiões, ele tentou se esconder atrás de uma pilastra para ouvir a conversa da mulher com colegas.

As testemunhas negaram que Gisele tenha comentado ou se comportado de modo que sugerisse que cometeria suicídio.

Feminicídio e fraude processual

A Justiça de São Paulo aceitou a denúncia e tornou réu o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto pelos crimes de feminicídio e fraude processual. O oficial é acusado de matar a esposa policial militar Gisele Alves Santana, de 32 anos, no dia 18 de fevereiro.

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PM morta sobre coronel: “Ou me mata ou mato ele para me proteger” - imagem 2
Coronel circula pelo imóvel e questiona posição de objetos no quarto
Cabo impede a entrada e alerta que o imóvel está preservado para perícia
Oficial foi acompanhado por amigo desembargador
Oficial ignora recomendação e cruza a porta do imóvel acompanhado por policiais
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Coronel circula pelo imóvel e questiona posição de objetos no quarto
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Coronel circula pelo imóvel e questiona posição de objetos no quarto

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Cabo impede a entrada e alerta que o imóvel está preservado para perícia
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Cabo impede a entrada e alerta que o imóvel está preservado para perícia

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Oficial foi acompanhado por amigo desembargador
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Oficial foi acompanhado por amigo desembargador

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Oficial ignora recomendação e cruza a porta do imóvel acompanhado por policiais
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Oficial ignora recomendação e cruza a porta do imóvel acompanhado por policiais

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Mesmo orientado a aguardar, coronel insiste em acessar o interior do apartamento
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Mesmo orientado a aguardar, coronel insiste em acessar o interior do apartamento

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Conversas revelam tensão e dificuldade dos policiais em conter superior na cena
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Conversas revelam tensão e dificuldade dos policiais em conter superior na cena

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O PM Geraldo Neto (no meio no banco de trás) foi preso em São José dos Campos por feminicídio
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O PM Geraldo Neto (no meio no banco de trás) foi preso em São José dos Campos por feminicídio

Reprodução/TV Globo
O tenente-coronel Geraldo Leite e a PM Gisele Alves Santana
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O tenente-coronel Geraldo Leite e a PM Gisele Alves Santana

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A denúncia foi oferecida pelas promotoras Ingrid Maria Bertolino Braido e Daniela Romanelli da Silva, no dia 18 de março.

Segundo a promotoria, a acusação formal engloba os crimes de feminicídio qualificado, por ter sido praticado no contexto de violência doméstica e familiar, com circunstâncias agravantes como motivo torpe; e causas de aumento de pena, a exemplo do recurso que dificultou a defesa da vítima. A denúncia também cita o crime de fraude processual, alegando que o réu alterou a cena do crime para induzir a investigação ao erro.


Morte de PM levou à prisão de tenente-coronel


 

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