MPSP pede esclarecimentos à Prefeitura sobre afastamento de diretores

Despacho assinado pelo MPSP nesta sexta dá cinco dias para a Prefeitura explicar o que motivou medida com diretores da rede municipal

atualizado

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Prefeitura de São Paulo/Divulgação
imagem colorida mostra estudantes em sala de aula de escola pública de sp. eles estão sentados nas carteiras e parecem fazer algum exercício nos materiais escolares
1 de 1 imagem colorida mostra estudantes em sala de aula de escola pública de sp. eles estão sentados nas carteiras e parecem fazer algum exercício nos materiais escolares - Foto: Prefeitura de São Paulo/Divulgação

O Ministério Público de São Paulo (MPSP) solicitou à Secretaria Municipal de Educação que explique, em até cinco dias, os motivos dos afastamentos de diretores de escolas municipais da capital paulista. O despacho foi assinado nesta sexta-feira (23/5), pela promotora Fernanda Peixoto Cassiano, do Grupo de Atuação Especial de Educação do MPSP.

A solicitação é uma resposta à representação dos parlamentares do PSol contra a medida. O vereador Celso Giannazi, o deputado estadual Carlos Giannazi, e a deputada federal Luciene Cavalcante, os três do PSol, acionaram o MPSP e pediram a anulação do afastamento dos diretores.


Entenda o caso

  • A Prefeitura de São Paulo determinou o afastamento de 25 diretores de escolas municipais por causa do desempenho dos alunos em indicadores de educação. Os profissionais foram informados da medida nesta quinta-feira (22/3).
  • Eles trabalham em unidades de tempo integral e estão há pelo menos quatro anos na função, segundo a secretaria.
  • A gestão Ricardo Nunes (MDB) alega que os profissionais passarão por uma “requalificação intensiva do Programa Juntos pela Aprendizagem”. O programa foi criado em abril deste ano com o objetivo de melhorar os indicadores da rede.
  • A medida acontece depois que os baixos indicadores da Prefeitura na educação viraram alvo de críticas durante a campanha de Nunes em 2024, e ameaçaram a continuidade de Fernando Padula à frente da secretaria.

No despacho enviado para a SME, a promotora Fernanda Peixoto Cassiano questiona, entre outros detalhes, se os profissionais afastados tiveram oportunidade de fazer uso do contraditório e direito à ampla defesa.

A decisão de afastar os diretores têm sido criticada por professores que atuam nestas unidades. Eles alegam que a medida tem sido tomada sem considerar a realidade destas escolas que atendem territórios vulneráveis e têm projetos de destaque na inclusão de alunos.

Uma das unidades impactadas, a EMEF Espaço de Bitita, já foi premiada por seus projetos pedagógicos.

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