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MPSP cobra R$ 40 mi de policiais e bandidos ligados a delator do PCC

Ao denunciar 12 suspeitos, entre eles policiais, por extorsões e envolvimento com o crime organizado, MPSP cobra cifra milionária na Justiça

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Antônio Vinícius Lopes Gritzbach
1 de 1 Antônio Vinícius Lopes Gritzbach - Foto: null

São Paulo — O Ministério Público paulista (MPSP) cobrou R$ 40 milhões dos 12 denunciados — entre eles, policiais civis — envolvidos com o Primeiro Comando da Capital (PCC) em investigação com base na delação do corretor de imóveis Vinicius Gritzbach, assassinado a tiros de fuzil no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, em novembro de 2024.

Segundo promotores do Grupo de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do MPSP, a cifra milionária diz respeito à “soma aproximada do benefício patrimonial auferido com os atos de lavagem de capitais e corrupção passiva” dos investigados. Eles ressaltam que houve uma associação entre policiais e o PCC para cometer crimes.

Os promotores afirmam que o “conluio tomou aspecto ainda mais grave” porque uniu “servidores que atuam em órgãos de segurança pública e ’empresários’ do crime”. “Isto é, por um lado, falsos agentes da lei, por outro, homens de dinheiro”.

O Gaeco afirma, ainda, que as atividades do grupo de policiais e traficantes colocou a sociedade em risco com o assassinato de Gritzbach “em plena luz do dia e no ambiente lotado do maior aeroporto da América do Sul”.

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Gritzbach chegou a ser preso, mas acabou liberado
Segundo o Ministério Público de São Paulo (MPSP), Gritzbach teria mandado matar dois integrantes do PCC
O delator do PCC foi preso em 2 de fevereiro deste ano em um resort de luxo na Bahia
Empresário, preso sob suspeita de mandar matar integrantes do PCC, foi solto por determinação do Superior Tribunal de Justiça (STJ)
Corpo de rival do PCC executado no aeroporto
Antônio Vinícius Lopes Gritzbach voltava de uma viagem com a namorada quando foi executado na tarde de 8 de novembro, na área de desembarque do Terminal 2 do Aeroporto Internacional de São Paulo
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Antônio Vinícius Lopes Gritzbach voltava de uma viagem com a namorada quando foi executado na tarde de 8 de novembro, na área de desembarque do Terminal 2 do Aeroporto Internacional de São Paulo

Câmera Record/Reprodução
Gritzbach chegou a ser preso, mas acabou liberado
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Gritzbach chegou a ser preso, mas acabou liberado

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Segundo o Ministério Público de São Paulo (MPSP), Gritzbach teria mandado matar dois integrantes do PCC
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Segundo o Ministério Público de São Paulo (MPSP), Gritzbach teria mandado matar dois integrantes do PCC

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O delator do PCC foi preso em 2 de fevereiro deste ano em um resort de luxo na Bahia
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O delator do PCC foi preso em 2 de fevereiro deste ano em um resort de luxo na Bahia

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Empresário, preso sob suspeita de mandar matar integrantes do PCC, foi solto por determinação do Superior Tribunal de Justiça (STJ)
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Empresário, preso sob suspeita de mandar matar integrantes do PCC, foi solto por determinação do Superior Tribunal de Justiça (STJ)

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Corpo de rival do PCC executado no aeroporto
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Corpo de rival do PCC executado no aeroporto

Leonardo Amaro/ Metrópoles
Corpo de rival do PCC morto em desembarque de aeroporto
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Corpo de rival do PCC morto em desembarque de aeroporto

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Delator do PCC foi morto no Aeroporto de Guarulhos
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Delator do PCC foi morto no Aeroporto de Guarulhos

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Corpo de rival do PCC morto em desembarque de aeroporto
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Corpo de rival do PCC morto em desembarque de aeroporto

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MPSP cobra R$ 40 mi de policiais e bandidos ligados a delator do PCC - imagem 10
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Veja os denunciados

  • Ademir Pereira de Andrade: empresário suspeito de ser operador financeiro do PCC foi denunciado por por organização criminosa e extorsão;
  • Ahmed Hassan Saleh: conhecido como Mude, o advogado foi denunciado por organização criminosa, lavagem de dinheiro e tráfico de drogas;
  • Eduardo Lopes Monteiro: investigador da Polícia Civil foi denunciado por organização criminosa, corrupção passiva, peculato e lavagem de dinheiro;
  • Fabio Baena Martin: delegado da Polícia Civil foi denunciado por organização criminosa, peculato, corrupção passiva e lavagem de dinheiro;
  • Marcelo Marques de Souza: conhecido como Bombom, o investigador da Polícia Civil foi denunciado por organização criminosa e lavagem de dinheiro;
  • Marcelo Roberto Ruggieri: conhecido como Xará, o investigador da Polícia Civil foi denunciado por organização criminosa e lavagem de dinheiro;
  • Robinson Granger de Moura: conhecido como Molly, o empresário foi denunciado por  organização criminosa e lavagem de dinheiro;
  • Rogerio de Almeida Felicio: conhecido como Rogerinho, o policial civil foi denunciado por organização criminosa, peculato e lavagem de dinheiro;
  • Alberto Pereira Matheus Junior: delegado da Polícia Civil foi denunciado por lavagem de dinheiro, associação criminosa e corrupção passiva;
  • Danielle Bezerra dos Santos: esposa de Rogerinho e viúva de um gerente do PCC foi denunciada por organização criminosa e lavagem de dinheiro;
  • Valdenir Paulo de Almeida: conhecido como Xixo, o policial civil foi denunciado por organização criminosa e corrupção passiva;
  • Valmir Pinheiro: conhecido como Bolsonaro, o policial civil foi denunciado por organização criminosa.

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