Plataformas desistem de pôr mototáxi nas ruas e prometem ir à Justiça
Plataformas de mototáxi afirmam que lei sancionada por Ricardo Nunes nesta quarta é ilegal e prometem acionar a Justiça contra novas regras

Sancionada nesta quarta-feira (10/12) pelo prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), a lei que regulamenta o serviço de mototáxi na capital paulista foi considerada ilegal pela Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia (Amobitec), entidade que representa as plataformas 99, Alibaba, Amazon, Buser, iFood, Flixbus, Lalamove, nocnoc, Shein, Uber, e Zé Delivery. As empresas decidiram não oferecer o serviço a partir desta quinta-feira (11/12), como previsto, porque vão à Justiça contra as regras impostas.

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Ver todasA associação diz que vai acionar a Justiça e que a lei contraria decisões do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) e do Supremo Tribunal Federal (STF), que afirmaram que o serviço não poderia ser proibido pelas prefeituras.
A Justiça havia dado um prazo para que o município de São Paulo estabelecesse regras para o serviço de mototáxi. A lei foi sancionada no último dia determinado para a regulamentação do serviço.
O texto determina uma série de obrigações às plataformas, como idade mínima de 21 anos para condutores; proibição de circular na área de rodízio de carros, que corresponde ao centro expandido; proibição de atuar nas marginais em dias de chuva forte ou vendaval; cadastro prévio na prefeitura; mínimo de dois anos de habilitação; curso especializado; exame toxicológico; e emplacamento especial nos veículos (placa vermelha), que indica uso comercial usado para transporte de passageiros.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles SP“Ao exigir placa vermelha (categoria aluguel) para as motocicletas atuarem na modalidade, o texto equipara indevidamente o motoapp ao mototáxi, ignorando a lei federal específica para transporte via aplicativos. Além disso, ele concede à Prefeitura um período de análise de até 60 dias e possibilidade de prorrogação ilimitada do credenciamento prévio de empresas e motociclistas, o que permite ao Poder Municipal bloquear o início da operação do serviço, ou mesmo não autorizar nenhum aplicativo ou condutor”, diz a Amobitec.
A lei sancionada pela prefeitura determina que, em caso de descumprimento das regras, as empresas podem pagar multa de R$ 4 mil a R$ 1,5 milhão. A entidade que representa as plataformas afirmou que irá acionar a Justiça ainda na quinta-feira (11/12).



