Motoristas de app convocam carreata contra nova versão de projeto

Motoristas protestam contra a votação do novo texto do PLP 152, que visa regulamentar os serviços de transporte e entrega por aplicativo

atualizado

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Rovena Rosa/Agência Brasil
Motorista em carro de aplicativo em São Paulo - Metrópoles
1 de 1 Motorista em carro de aplicativo em São Paulo - Metrópoles - Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

Motoristas de aplicativo e entregadores convocam uma paralisação nacional e uma carreata em São Paulo para esta terça-feira (14/4). A categoria protesta contra a votação do novo texto (leia mais abaixo) de um Projeto de Lei Complementar (PLP) que visa regulamentar os serviços de transporte privado de passageiros e entregas por aplicativo no país.

O PLP 152/2025, que vai ser votado na Câmara dos Deputados, em Brasília, caracteriza as plataformas como um “serviço de intermediação” e concede às empresas o direito de uma taxa de até 30% do valor das corridas. O texto relatado pelo deputado Augusto Coutinho (Republicanos-PE) também define os trabalhadores como autônomos, responsabilizando os condutores por qualquer episódio com clientes.

Por melhores condições de trabalho, o coletivo promove uma carreata nacional até Brasília nesta segunda-feira (13/4) e organiza outra em São Paulo. A partir das 10h da manhã de terça (14/4), motoristas devem se reunir na Praça Charles Miller rumo à sede da Uber, na zona oeste da capital paulista.

Em entrevista ao Metrópoles, Leandro da Cruz, presidente do Sindicato dos Motoristas com Aplicativos do Estado de São Paulo (STATTESP), contou que os trabalhadores são favoráveis à regulamentação do serviço e que o PLP 152/2025 vem sendo construído junto ao Congresso Nacional desde o ano passado.

A última versão do texto, contudo, foi modificada e será votada nesta terça-feira (14/4) sem acordo com os motoristas. O novo documento “ignora a nossa realidade e os nossos direitos”, conforme publicação do STATTESP, e o projeto de lei passou a ser chamado de PLP 152 dos Patrões.

“Eles querem colocar o cliente contra o trabalhador. Estamos brigando para que a Uber e 99 não fiquem com 30% da corrida do trabalhador, não pelo aumento das corridas”, criticou o presidente.

Inicialmente, o documento discutia uma taxa máxima das plataformas em 20%, a classificação da categoria como Motorista por Aplicativo de Transporte (MAT), bonificação a partir da 8° hora trabalhada, entre outros tópicos.

  • Taxa máxima das plataformas em 20%
  • Remuneração justa por KM e tempo
  • Corrida mínima garantida
  • Defesa da Justiça do Trabalho
  • Classificação da categoria como MAT (Motorista por Aplicativo de Transporte)

Procurada pela reportagem, a Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia (Amobitec), que representa empresas como Uber, 99 e iFood, ainda não se pronunciou sobre o assunto. O espaço segue aberto para manifestação.

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