Morre Angelita Gama, médica referência no tratamento de câncer de reto

Professora emérita da Faculdade de Medicina da USP, médica cirurgiã está na lista das mulheres mais influentes do Brasil da Revista Forbes

atualizado

metropoles.com

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Academia Nacional de Medicina
Morre Angelita Gama, médica referência no tratamento de câncer de reto
1 de 1 Morre Angelita Gama, médica referência no tratamento de câncer de reto - Foto: Academia Nacional de Medicina

Morreu nesse sábado (30/5), aos 93 anos, a médica cirurgiã Angelita Habr-Gama, uma das maiores referências na área de coloproctologia e no tratamento de câncer de reto no Brasil. Angelita estava internada desde o dia 6 de maio no Hospital Alemão Oswaldo Cruz, em São Paulo. A causa da morte não foi divulgada.

Professora titular emérita da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), onde criou a disciplina de coloproctologia, Angelita também era pesquisadora e cirurgiã do Centro Especializado em Aparelho Digestivo do Oswaldo Cruz.

A médica foi a primeira mulher a virar professora titular de uma especialidade cirúrgica da Faculdade Medicina da USP, além de ser a primeira mulher a ingressar na centenária sociedade cirúrgica American Surgical Association como membro honorário.

Em sua trajetória, fundou e presidiu a Associação de Prevenção do Câncer de Intestino. Além de suas contribuições acadêmicas e científicas, a professora foi eleita uma das mulheres mais influentes do Brasil pela Revista Forbes.

Entre as honrarias recebidas por Angelita, estão o “Mérito Santos-Dumont” e a “Medalha do Pacificador”, concedida em 1998 pelo então Presidente Fernando Henrique Cardoso. Também foi laureada com uma das honrarias mais prestigiadas da cirurgia mundial, a Medalha Bigelow, concedida pela Boston Surgical Society em 2023.

Uma das cientistas mais influentes do mundo

Recentemente, seu nome foi incluído na lista dos 2% de cientistas mais influentes do mundo, de acordo com o ranking elaborado pela Universidade de Stanford.

“Este reconhecimento reforça não apenas a autoridade científica da médica brasileira, mas também o impacto de suas pesquisas e publicações na área de coloproctologia mundial”, afirmou o hospital Oswaldo Cruz.

A instituição ainda destaca que Angelita revolucionou o tratamento do câncer do reto ao desenvolver e difundir o protocolo conhecido pelo termo “Watch and Wait”, pelo qual é possível um tratamento com preservação do reto em pacientes selecionados que apresentam esta doença.

“Sua trajetória a tornou não apenas um ícone da coloproctologia, mas um exemplo inspirador de dedicação à ciência, à docência e à vida humana. Seu legado será certamente reconhecido não somente em suas contribuições para o tratamento do câncer de reto bem como nos profissionais espalhados pelo Brasil e América Latina que ajudou a formar”, disse ainda o Oswaldo Cruz.

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