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Metanol na bebida: Polícia de SP analisa celulares de oito suspeitos

Polícia vai analisar celulares apreendidos durante operação realizada em endereços suspeitos de comercializarem bebidas adulteradas

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Imagem colorida mostra frasco de metanol
1 de 1 Imagem colorida mostra frasco de metanol - Foto: Reprodução/X

A Polícia Civil de São Paulo analisa os celulares apreendidos de oito pessoas suspeitas de envolvimento em um esquema de adulteração e falsificação de bebidas alcóolicas em São Bernardo do Campo, na região metropolitana.

Os suspeitos foram levados à delegacia para prestar depoimento após uma operação realizada nessa sexta-feira (10/10) cumprir mandados de busca e apreensão em estabelecimentos ligados à venda de bebidas alcoólicas contaminadas com metanol.

Em um dos endereços, em São Bernardo, foi encontrada uma fábrica que distribuía bebidas adulteradas a outros estabelecimentos comerciais. Segundo a polícia, o local usava etanol comprado em postos de combustíveis para produzir bebidas falsificadas. O etanol estava adulterado com metanol, segundo a investigação.

Policiais chegaram ao local durante a investigação da morte do empresário Ricardo Lopes Mira, 54 anos, em São Paulo. Ele morreu em 16 de setembro, após quatro dias internado no Hospital Villa Lobos, na Mooca, zona leste da capital.

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Marcos Antônio Jorge Junior tinha 46 anos quando foi vítima da intoxicação por metanol. Ele fazia parte do grupo de amigos de Ricardo e também consumiu bebida contaminada no mesmo bar que o amigo.
Empresário era bebedor contumaz, segundo familiar
Ricardo Mira foi a primeira vítima do metanol confirmada em São Paulo e no Brasil. Ele era empresário e consumiu a bebida contaminada por metanol na Mooca.
Marcos Antônio foi a segunda vítima confirmada em casos relacionados ao metanol
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Marcos Antônio foi a segunda vítima confirmada em casos relacionados ao metanol

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Marcos Antônio Jorge Junior tinha 46 anos quando foi vítima da intoxicação por metanol. Ele fazia parte do grupo de amigos de Ricardo e também consumiu bebida contaminada no mesmo bar que o amigo.
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Marcos Antônio Jorge Junior tinha 46 anos quando foi vítima da intoxicação por metanol. Ele fazia parte do grupo de amigos de Ricardo e também consumiu bebida contaminada no mesmo bar que o amigo.

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Empresário era bebedor contumaz, segundo familiar
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Empresário era bebedor contumaz, segundo familiar

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Ricardo Mira foi a primeira vítima do metanol confirmada em São Paulo e no Brasil. Ele era empresário e consumiu a bebida contaminada por metanol na Mooca.
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Ricardo Mira foi a primeira vítima do metanol confirmada em São Paulo e no Brasil. Ele era empresário e consumiu a bebida contaminada por metanol na Mooca.

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O bar onde ele consumiu a bebida, o Torres Bar, foi vistoriado e as equipes policiais apreenderam nove garrafas de bebidas. Peritos detectaram a presença de metanol em oito desses produtos, com percentuais que variaram de 14,6% a 45,1%, segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP).

Em depoimento, o dono do bar confessou que havia comprado as garrafas de uma distribuidora não autorizada. De acordo com a polícia, essa empresa utilizava etanol de postos de combustíveis na fabricação irregular das bebidas. O etanol, por sua vez, estaria misturado com metanol. A fábrica distribuía bebidas adulteradas a outros estabelecimentos comerciais.

A segunda vítima de intoxicação por metanol confirmada no estado também consumiu bebida no Torres Bar. Marcos Antônio Jorge Junior, de 46 anos, morreu na última quinta-feira (2/10).

Além de São Bernardo, a Polícia Civil também cumpriu mandados de busca e apreensão em São Paulo e São Caetano do Sul. Garrafas, bebidas, celulares e outros itens foram apreendidos e encaminhados para perícia.

“Os depoimentos dos oito suspeitos, bem como os laudos periciais do material apreendido — incluindo celulares — serão minuciosamente analisados pela autoridade policial para o completo esclarecimento dos fatos, especialmente quanto ao envolvimento dos investigados com os produtos apreendidos”, informou a Secretaria da Segurança Pública (SSP).

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