Metanol: irmãos são investigados por adulteração de bebida em SP
Dois irmãos são investigados por envolvimento com manipulação de bebidas alcoólicas. Policiais apreenderam garrafas, lacres e tampas
atualizado
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Dois irmãos são investigados pela Polícia Civil de São Paulo por envolvimento com manipulação de bebidas alcoólicas. A dupla foi identificada durante uma operação na zona sul da capital paulista contra o uso de metanol na adulteração de destilados, que já deixou seis mortos.
Os agentes foram até um endereço no Jardim Campo Limpo, nessa quarta-feira (1°/10), após receberem denúncia de que no local havia embalagens, etiquetas e insumos usados para falsificação e adulteração de bebidas.
Na casa de um dos irmãos, os policiais encontraram centenas de lacres e tampas de uísques guardados em sacos e caixas dentro de um quarto nos fundos. Ao todo, foram apreendidos 1,8 mil impressões e tampas de uísques de diferentes marcas, nacionais e importadas, além de três garrafas vazias. Todo o material foi encaminhado para perícia.
Um dos investigados, de 52 anos, já havia sido indiciado em 2022 por falsificação de bebidas, segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP). Na ocasião, no mesmo endereço, os policiais também apreenderam bebidas adulteradas.
De acordo com o boletim de ocorrência, os irmãos trocavam o conteúdo de garrafas de marcas importadas e mais caras por líquidos de bebidas mais baratas ou produzidas de forma artesanal. Depois, colocavam tampas e lacres falsificados e vendiam como se fossem originais.
O caso foi registrado no 37º DP (Campo Limpo) como falsificação, corrupção, adulteração ou alteração de bebidas. A dupla segue investigada pelo crime, segundo a SSP.
Intoxicação por metanol
Dois dias após a criação do comitê de crise para enfrentar a série de intoxicações por bebidas adulteradas com metanol, o governo estadual já interditou seis estabelecimentos, suspendeu a inscrição de uma distribuidora, apreendeu 178 mil garrafas de bebidas e prendeu duas pessoas em São Paulo.
De acordo com o último balanço divulgado pela Secretaria da Saúde, são 37 casos registrados desde o mês de setembro — 27 suspeitos e 10 confirmados. A pasta também atualizou o número de mortes para 6 — 5 sob investigação e uma confirmada.
Comércios foram interditados cautelarmente pelas Vigilâncias Sanitárias Estadual e Municipal: quatro bares e duas distribuidoras, localizadas nos bairros Bela Vista, Itaim Bibi, Jardins e Mooca, na capital, e na cidade de São Bernardo do Campo e Barueri, na Grande São Paulo.


















