Metanol em bebidas: fábrica clandestina é fechada no interior de SP
Polícia Civil chegou ao endereço após denúncia e apreendeu galões, tambores, garrafas, selos de importação e filtros para destilar bebidas
atualizado
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A Polícia Civil fechou uma fábrica clandestina de produção e falsificação de bebidas alcoólicas em Jundiaí, no interior de São Paulo, na quinta-feira (2/10). A investigação faz parte da força-tarefa do governo do estado que combate casos de intoxicação por metanol.
Segundo as autoridades, os agentes receberam informações sobre a produção ilegal de bebidas em um imóvel residencial. No endereço, os policiais identificaram que a casa estava desocupada e era usada exclusivamente para produzir o material.
Foram encontrados quatro barris e 18 galões, metade deles parcialmente cheia. A Polícia Civil também apreendeu seis tambores de mil litros parcialmente cheios, mais de 400 galões vazios, 200 tampas para galões, 30 garrafas vazias, oito filtros de destilação e dois selos de importação.
Os produtos foram encaminhados para perícia e as investigações continuam para identificar os responsáveis pela fábrica.
Número de casos e estabelecimentos fechados em SP
Em meio a um aumento de intoxicações por bebidas adulteradas com metanol, o governo estadual de São Paulo já interditou nove estabelecimentos suspeitos de comercializar produtos adulterados, segundo último balanço da Secretaria do Estado da Saúde (SES), publicado na tarde dessa quinta-feira (2/10). O estado conta com 11 casos confirmados de intoxicação e registrou na última atualização o primeiro caso em Guarulhos, na região metropolitana.
O balanço divulgado pela Secretaria da Saúde aponta que, até o momento, são 52 casos de intoxicação por metanol registrados no estado — 41 suspeitos e 11 confirmados. A pasta também informa que o número de mortes está em 6 — 5 em investigação e uma confirmada.
Fechados cautelarmente pelas Vigilâncias Sanitárias estadual e municipal, os bares e distribuidoras estão localizados nos bairros Bela Vista, Itaim Bibi, Jardins, Mooca, e M’Boi Mirim, na capital, e nas cidades de Osasco, São Bernardo do Campo e Barueri, na Grande São Paulo. A ação faz parte do comitê de crise aberto pelo governo estadual, que interdita estabelecimentos com base em ocorrências de suposta venda de bebidas adulteradas.
Veja números da intoxicação por Metanol em SP:
Casos (52)
- 1 morte confirmada.
- 5 mortes sob investigação (sem contar confirmada).
- 11 casos confirmados por intoxicação por metanol em bebida adulterada.
- 41 casos em investigação de intoxicação por metanol (sem contar confirmados).
Estabelecimentos interditados
- 9 estabelecimentos interditados cautelarmente pelas Vigilâncias Sanitárias Estadual e Municipal.
- Capital: Bela Vista, Itaim Bibi, Jardins, Mooca e M’Boi Mirim.
- Grande SP: Osasco (2) São Bernardo do Campo (1) e Barueri (1).
Intoxicação por metanol
Altamente inflamável e tóxico à saúde humana, o metanol, também conhecido como álcool metílico, é incolor e inflamável, com cheiro semelhante ao da bebida alcoólica comum. Utilizado na formulação de tintas, combustíveis e adesivos, o composto também aparece, em pequenas quantidades, no processo de fermentação de frutas e vegetais.
Se consumido em grande quantidade, o composto químico pode causar cegueira e até ser letal. Por isso, segundo regulamentação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), o limite permitido de metanol em destilados, em geral, é de 20 miligramas a cada 100 mililitros. Isso equivale, aproximadamente, a algumas gotas.
Sem o uso da dose correta, no entanto, o composto é altamente tóxico à saúde humana. Em meio a uma série de intoxicações pelo consumo de bebidas adulteradas com metanol em São Paulo, até essa quinta-feira (2/10), foram registradas 52 notificações de casos suspeitos. Do total, 11 já foram confirmados.
Há também seis óbitos associados ao metanol no estado até o momento: um confirmado e cinco em investigação. No país, outras sete mortes seguem em investigação, conforme informou o Ministério da Saúde (MS).




















